domingo, 22 de dezembro de 2013

Isaías 9:6 - Por que celebrar o Natal

O capítulo em questão do livro do profeta Isaías tem como foco principal a profecia do advento do Messias - Jesus Cristo. A vinda desse grande Rei revelava que Deus, apesar da desobediência e constante rebeldia de seu povo, Israel, ainda se compadecia e usava de misericórdia para com ele. O Messias era o Libertador, a segunda pessoa da Trindade, oriundo da raíz do rei Davi, em sua forma humana.

A vinda do nosso Salvador mudou para sempre a história da humanidade. Como está escrito no versículo 6, o nome dEle é 

Maravilhoso - pois no Seu Nome, pessoas são libertas, curadas, transformadas;

Conselheiro - pois só Ele nos ensina o caminho até o Pai, Ele próprio é o Caminho; 

Deus Forte - Ele é o Verbo de Deus, e a Bíblia que Ele é Deus, e Sua concepção, vida, morte e ressurreição são prova de sua natureza divina e da força da vontade suprema do Pai; 

Pai da Eternidade - Ele é o primogênito dos mortos, e está vivo para todo o sempre; e por Ele iremos um dia ao encontro do Pai, tendo direito à vida eterna ;

Príncipe da Paz - apesar de ter causado desavenças e discussões principalmente entre os judeus, inclusive sofrendo rejeição, Ele reinará com justiça e seu reinado será de paz!


Se Natal é comemorado o nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo, dê-lhe mais e mais glórias e honras neste dia! Porque Ele te concede a melhor dádiva que você poderia desejar: a salvação da sua alma! 

FELIZ NATAL E UM 2014 CHEIO DA BENÇÃO DO SENHOR


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Deuteronômio 12:32 - Obediência total

No quinto livro da Bíblia Deus reafirma suas promessas ao povo de Israel,  fazendo-os lembrar de tudo quanto já havia feito pelos Seus servos. No versículo em destaque, Deus é categórico, firme e direto: as Suas palavras deveriam ser acatadas sem nenhuma subtração ou acréscimo. 

Obedecer à voz de Deus ou como tantas vezes é citado nas Escrituras, "dar ouvidos " à voz do Soberano era e sempre será a chave da benção. Israel já havia peregrinado anos pelo deserto, vivendo muitas fases de murmuração e perdas. Mas a providência do Senhor sempre vinha ao socorro do povo, apesar de suas fraquezas e desobediência.

Devemos acatar integralmente as ordenanças do Senhor. Porque se "sairmos do caminho", nos desviarmos nem que seja por um instante, as consequências poderão ser desastrosas. Ao rei Saul fora dada uma ordem: destruir os amalequitas e tudo quanto eles tinham, não deixando nada de pé. Porém, Saul reteve o que lhe pareceu agradável, como bois e jumentas da terra de Amaleque. Não sendo o bastante, Saul manteve vivo o rei Agague. Como resultado, o benjamita perdeu seu reinado.

Saul cumpriu a vontade de Deus, mas não na sua totalidade. A Bíblia nos revela que Deus não gosta de coisas feitas pela metade. Não aceitou que Salomão o adorasse e também se dobrasse diante de deuses estranhos. Jesus também disse que não se pode servir a dois senhores. Porque se há divisão, há confusão. Porque se não há entrega total, Deus não pode trabalhar da maneira que quer.

Quantas vezes Deus nos dá ordens que, aos nossos olhos, parecem sem explicação. E ficamos até receosos de cumpri-las, não é? Mas devemos fazer a vontade dEle, independente de qualquer circunstância. Há momentos que não conseguimos explicar, Cristo disse certa vez: "O que eu faço, tu não o sabes agora,mas entende-lo-as mais tarde."

Trilhe o caminho da obediência. Evite sofrer sem necessidade. Há desertos que você não precisa enfrentar, nos quais você entra por causa da sua teimosia. Pense no que Jesus falou aos seus discípulos: " E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?"  (Lucas 6:46)



terça-feira, 3 de dezembro de 2013

2 Samuel 12 - Quando Deus diz NÃO

O capítulo 12 de 2 Samuel foca num episódio difícil e muito triste na vida de Davi. Esse homem era conhecido por suas vitórias e conquistas, afinal Deus o havia tirado dos campos e do meio das ovelhas para se assentar no trono de Israel. Porém Davi agora estava sofrendo com a disciplina divina.

O rei havia cobiçado a mulher de seu próximo, Urias, o heteu. Davi foi tomado por uma paixão quando viu Bate-Seba, e ele resolve logo seduzi-la. Primeiro pecado: Davi cobiça a mulher alheia. Segundo pecado: comete adultério com ela de fato.

O pior é que, depois do adultério consumado, Bate-Seba engravida. Ou seja, um erro gerou ou levou a outro erro - é assim que ocorre conosco, um pecado leva a outro, e a outro, se não nos dermos conta estaremos "dominados".
Terceiro pecado grave de Davi: o rei arma uma emboscada, uma cilada para que Urias morra à frente da batalha contra os filhos de Amom. O filho de Jessé comete um homicídio.

Que situação complicada! Davi se envolvera numa trama de transgressões que, obviamente, não agradou nada a Jeová. Reflita : um homem honrado por Deus, que de pastor de ovelhas passara a rei do povo de Deus, agora se via desaprovado pelo Senhor que o escolhera.

Ser ungido não significa ter privilégios com Deus. Ser escolhido não significa ter "carta branca" e permissão para errar de vez em quando. O Senhor não faz acepção entre grandes e pequenos, reis e plebeus, ricos e pobres: TODOS SÃO FILHOS, PARA RECEBER BENÇÃOS OU CORREÇÕES. Existem crentes que se acham acima de qualquer suspeita ou delito, que saem julgando e não admitem ser julgados. 

Ser cristão não é garantia para só arcar com benefícios na vida. Deus prova a quem ama, tenha isso sempre em mente. Não interessa quantos anos você tem de Evangelho, o Senhor "não te dá colher de chá por tempo de serviço". 

Veja o que ocorre com Davi. O profeta Natã o repreende por ordem de Deus e diz que seu filho com Bate-Seba morrerá. Davi se entristece por causa da criança e a Bíblia diz que ele ora e jejua, intercede ao Senhor para que poupe a vida daquele inocente. Porém, mesmo com a interferência do rei, a criança falece.

Temos que nos conscientizar de que a vontade soberana de Deus e a nossa nem sempre são iguais. Davi, apesar de pedir insistentemente para que seu filho vivesse, Deus permite que morra. Jeová fora cruel? Não. Ele poderia ter salvado a criança? Claro. Mas os pensamentos dEle são mais altos que os nossos. Por isso, devemos estar preparados para um NÃO da parte de Deus.

O nosso querer precisa se submeter ao querer dEle. Porque sendo onisciente, conhece o que é melhor para nossas vidas, e para que nos aproximemos cada vez mais de Sua presença, Deus nos permite passar pelas perdas. Davi perdera seu filho como consequência de sua transgressão, como disciplina do seu Deus, mas o ocorrido não era o fim para Davi.

A Palavra de Deus nos diz que, ao saber do pior, o rei de Israel, em vez de se desesperar, chorar o seu luto, o que seria normal, Davi entra no templo e adora ao Senhor. Que gesto de submissão, amor e reconhecimento da grandeza da vontade de Deus! Num momento como esse, alguns poderiam dizer: - Não vou mais servir a Deus! ou - Não vou mais à igreja!  

Às vezes por coisas pequenas, nós queremos desistir. Tome como lição a perda de Davi. Ele não murmurou, mas adorou. Adore ao Senhor, não reclame da prova. Depois da prova, Deus ordena a vitória. Repare como o plano de Deus é perfeito: depois da tragédia, Bate- Seba concebeu novamente, e deu à luz a Salomão, o futuro sucessor de Davi.

A verdade é que o Senhor sabe muito bem o que Ele faz. Nada é em vão nas nossas vidas, pois todas as coisas cooperam para o bem daqueles que O amam. Em todo tempo, Deus cuida de nós. Em todo tempo, Ele está no controle de todas as coisas.



terça-feira, 26 de novembro de 2013

Oseias 13.5 - A necessidade de viver o deserto

Quando se fala em deserto, logo pensamos em seca, em escassez, em privação. Mas poucos reconhecem o deserto como algo desejável, um momento pelo qual todos nós devemos passar.

O profeta Oseias tem uma trajetória peculiar. Ele profetizava acerca da destruição e posterior restauração do Reino do Norte (Israel).  O homem de Deus toma por mulher a Gômer, uma prostituta. Essa união ordenada por Deus simbolizava a relação de infidelidade entre Israel para com seu Deus, ao se render à idolatria.

Oseias profetizou nos dias do rei Jeroboão II, de Israel. Nessa época, a prosperidade do reino certamente mantinha o povo tranquilo, sob a farsa da estabilidade. Mas os olhos do Senhor estavam sobre eles, prestes a enviar-lhes a paga pelas suas transgressões.

Israel se prostituía com deuses estranhos. Nos nossos dias, vemos que muitos cristãos, ao dar vez à carne, acabam por se prostituir com o mundo: dão as costas para a vontade de Deus, deixando-se enredar pelo pecado. Mas os olhos do Senhor estão sobre eles, e Sua voz os chama ao arrependimento.

Baseando-nos no versículo-chave, que diz: " Eu te conheci no deserto, em terra muito seca", podemos ver Deus falando com Seu povo. Ele está afirmando que o deserto foi uma fase de "conhecimento". Ora, o Senhor havia permitido o deserto ao povo israelita depois de sair do Egito. Foram 40 anos de "andanças" até a tomada da Terra Prometida. 

Mas por que Deus afirma que conheceu Seu povo no deserto? Sabemos que Israel por vezes murmurou pela sua "estada" no deserto. Até ansiou voltar para a escravidão de Faraó. Porém, Deus jamais desamparava o povo, pois não lhes acabaram as vestes, nem os calçados, nem tampouco alimentos e água. O Senhor supriu a necessidade deles. 

Porém Israel era "difícil" de agradar. Assim acontece conosco hoje. Deus faz tanto por nós, e em vez de agradecermos, pedimos mais ou murmuramos. Reclamamos de mínimas coisas. Deus experimentou seu povo no deserto. Porque é no momento de dificuldade, de privações que nós mostramos quem realmente somos.

Israel, frente aos percalços, já abria a boca para reclamar. Mas será que não reconhecia o que seu Deus já havia feito, a passagem extraordinária no meio do mar? 

Por isso é que o Senhor nos conhece , nos prova no deserto. No deserto, as máscaras caem. No deserto, Ele vê se somos adoradores ou murmuradores. No deserto, Ele conhece se somos crentes mesmo ou é "só conversa".

Passe pelo deserto sem reclamar. Porque é Deus quem te guia no meio dessa sequidão, em que você olha pros lados e não vê nada. Ele providencia maná do céu, água pra saciar tua sede. O Senhor jamais desampara aquele que está sob Sua destra fiel!



quarta-feira, 20 de novembro de 2013

2 Crônicas 18 - Micaías e os profetas VENDIDOS

O reino de Israel estava totalmente pervertido. A onda de idolatria fora intensificada pela união do rei Acabe com Jezabel, filha de Etbaal. Apesar das advertências do profeta Elias, Acabe permanecia em seu caminho rumo à perdição.

O episódio que trataremos diz respeito ao desejo do rei de Israel de retomar as terras de Ramote-Gileade, então ocupadas pelos sírios. Josafá, rei de Judá, é convidado por Acabe para juntos pelejarem contra a Síria.

O rei de Judá era bondoso e estava aliado ao rei de Israel por laços de casamento (o filho de Josafá casara com a filha de Acabe). Mas Josafá foi direto: "... Peço-te que busques primeiro o conselho do Senhor" (v.4)
Aí percebemos que o rei de Judá tinha temor a Deus. Seu reinado foi marcado pelo combate à idolatria. 

O segredo de Josafá é este : a consulta a Deus, a busca pela direção do Senhor nas suas tomadas de atitudes. Quantas vezes "quebramos a cabeça" por fazer algo à nossa maneira, segundo as nossas vontades?

Acabe já estava pronto pra essa! A Bíblia diz que ele chama seus "quatrocentos profetas" para falar aquilo que ele já esperava: O QUE ELE QUERIA OUVIR. Assim ficava fácil. Os profetas vendidos só profetizavam aquilo que massageava o ego do rei de Israel ou ia de encontro às suas vontades. Isso era abominável, pois Deus não estava com aqueles quatrocentos homens.

Como era de se esperar, os profetas DE ACABE confirmam que os dois reis devem ir à Ramote-Gileade e obteriam vitória. Mas, sem se convencer, Josafá pergunta se não há mais nenhum profeta DO SENHOR a quem eles pudessem consultar. Imagine o desapontamento de Acabe. Quatrocentas "profecias" já haviam confirmado que eles deveriam ir à peleja, e mesmo assim o rei de Judá não tinha se satisfeito!

É aí que Acabe tem que dizer o que jamais desejara: " Ainda há um homem ... porém eu O ODEIO, porque nunca profetiza coisas boas ..." (v.7) . Percebemos o porquê da tristeza de Acabe. Existia UM que não fora comprado por ele. Existia UM que ia na contramão do que os "quatrocentos profetas" diziam. Sabe aquele ditado que diz que "a voz do povo é a voz de Deus?". Não acredite nisso! Cuidado com a maioria "vendida"

Então, o rei de Israel manda chamar o profeta "chato": Micaías, filho de Inlá. Repare que o mensageiro que vai buscar o profeta já vai logo dizendo que é para Micaías confirmar as "profecias" dos demais profetas. Ou seja, o profeta DE DEUS vai sendo coagido a MENTIR. Ora, mas a profecia DE DEUS não é mentirosa. MENTIR, FORJAR uma profecia para AGRADAR O REI era um caminho que Micaías não estava disposto a trilhar.

Quando o profeta chega à presença dos dois reis, ele é perguntado acerca da peleja em Ramote-Gileade. Num primeiro momento, ele confirma que eles devem subir à batalha. Talvez por pressão ou por medo. Mas quando perguntado novamente, ele TEM QUE DIZER A VERDADE: um espírito enganador SOB A PERMISSÃO DE DEUS havia dominado os profetas de Acabe, para que ele perecesse em Ramote- Gileade. Israel iria ser derrotado.

Note que o Senhor permite que Acabe caia em engano. Se o rei de Israel, ao invés de não dar ouvidos às palavras de Micaías, tivesse se humilhado perante Deus e se arrependido de seus maus caminhos, o final seria diferente. Mas ele foi para a peleja, e morreu.

Micaías era UM em meio a QUATROCENTOS PROFETAS VENDIDOS. Tal qual Jeremias, ele profetizava o juízo e ira de Deus para um povo desobediente. PROFETIZAR O QUE É BOM é fácil. PROFETIZAR o que é mal, aí a história muda. Mas devemos receber BENÇÃO E CORREÇÃO da parte do Senhor com coração aberto. Pois Ele quer o melhor para nós. 

Seja Micaías em meio a um povo deslumbrado com seus próprios desejos. PREFIRA AGRADAR A DEUS DO QUE A HOMENS.




terça-feira, 12 de novembro de 2013

1 Samuel 15 - A desobediência de Saul e a rejeição da parte de Deus

A obediência a Deus é a chave da vitória, do êxito. Saul sentiu isso na pele ao querer fazer sua vontade em contraposição à do Senhor. Como resultado, o até então rei de Israel perde sua coroa e começa a viver em declínio constante, até sua morte.

Saul fora ungido pelo profeta Samuel por ordem de Deus. Afinal, o povo de Israel pedia insistentemente um rei. O Senhor atende o pedido, e os israelitas começam a viver o período monárquico.

Em um determinado momento, Deus dá uma ordenança à Saul, para que ele destrua os amalequitas. Amaleque se fez inimigo de Israel quando este subia do Egito. O Senhor é claro quando diz ao rei de Israel:  "... fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo que tiver..." (v.3)

Saul arma emboscada contra os amalequitas, e prevalece contra eles. PORÉM, o rei mantém vivo Agague, rei de Amaleque e, não sendo o bastante, também conserva o melhor das ovelhas, vacas, cordeiros e tudo o que havia de melhor em Amaleque. Tão somente as coisas vis e desprezíveis são destruídas.

Percebe-se já que SAUL cumpriu e não cumpriu a vontade de Deus, ao mesmo tempo. Ou melhor, fez as coisas pela metade. É aí que o benjamita perde a coroa: quis PERVERTER A ORDEM DE DEUS, ou ADAPTA-LA CONFORME A SUA VONTADE. Como poderia o líder do povo de Deus não seguir à risca a vontade desse Deus?

A partir daí, o Senhor fala a Samuel que havia se arrependido de ter posto Saul como rei. Deus não rejeitou SAUL, mas seu ministério, seu reinado. DESOBEDIÊNCIA era (e é) inadmissível para aqueles que realmente querem servir a DEUS e estar sob Sua proteção.

Quando o profeta vai ao encontro de Saul, o rei diz que cumpriu a vontade de Deus. Ele achava mesmo que havia cumprido a ordem do Senhor? Só a parte que lhe convinha, ou mais apropriada a seus olhos. Porque quando o rei juntamente com o povo viu os despojos de Amaleque, seus olhos "brilharam". 

Saul se justifica para Samuel a respeito das vacas e ovelhas: " ... porque o povo poupou ... para as oferecer ao Senhor ..." (v.15). Repare que ele atribui a ação ao povo. Que rei é esse? Não tem pulso firme, não tem espírito de liderança? Deixou-se ser persuadido pelo povo? Questionado pelo profeta a respeito da sua desobediência, Saul reafirma que havia cumprido, sim, a vontade de Deus. Como? Não existia nem existe cumprimento de "meia vontade", o Senhor não tolera "meia servidão".

Aí Samuel diz a sábia frase: ... obedecer é melhor que sacrificar ..." (v.22). Quantos se esquecem disso, e preferem pagar o preço, arcar com as consequências de um pecado que se iguala à feitiçaria. O cristão precisa ter a consciência de que, se não andar retamente no caminho do Senhor, jamais logrará êxito em nada. 

Quando Saul recebe a sua condenação, ele assume que pecou, e novamente culpa o povo pelo erro. É muito fácil culpar outrem pelas nossas falhas. Isso parece nos livrar das acusações, do "apontar de dedos". Outra lição que tiramos da falha do rei:  mesmo sendo ungido, escolhido para reinar, Saul não foi poupado da ira do Senhor. Isso revela que, para Deus, não existe maior nem menor. Não interessa se é rei ou mendigo, todos são abençoados e também DISCIPLINADOS conforme o querer DELE.

Saul pagou um alto preço pela sua desobediência. Por mais que lhe encantasse os despojos dos amalequitas, JAMAIS ele deveria ter descumprido a plena vontade de Deus. Porém, como Deus é  bom e misericordioso, Ele unge outro rei para Israel: o jovem pastor, Davi. Veja aqui que Deus sempre nos surpreende, seu agir é ilimitado e bem além do nosso entendimento. Davi era um humilde rapaz cuidando das ovelhas, e Deus o viu e o exaltou. Sabe o que isso significa? Se Saul errar, sempre existirá um Davi fiel a Deus, esperando o momento pra que Ele mude sua história. 

Deus é fiel, ainda que não sejamos. Mas é preciso nos mantermos obedientes, firmes na presença DELE. Isso evitará consequências trágicas, como ocorreu na vida de Saul. Por isso, permaneça sempre no centro da vontade do Pai, pois a vitória é garantida. Se sua vez ainda não chegou, ela em breve chegará!







sábado, 9 de novembro de 2013

2 Samuel 6 - Mical e sua visão deturpada

A Bíblia nos conta a respeito de uma grande conquista do povo de Israel, quando era governado por Davi. A Arca da Aliança, símbolo da presença de Deus, estava retornando para sua terra depois de muito tempo nas mãos de inimigos. A Arca era um objeto sagrado: não podia ser tocada, tão somente carregada por meio de suas varas. Uzá, filho do sacerdote Abinadabe, havia sido fulminado ao tentar segurá-la.

Mas finalmente a Arca do Senhor estava de volta à Jerusalém. Imagine só a felicidade dos israelitas, em especial a do rei! A "presença de Deus" foi recebida com gritos de alegria e som de trombeta. Davi dançava perante o Senhor, com toda sua força (v.14).

Davi, em toda sua alegria, dançando e sacrificando ao Senhor, jamais pensaria que havia alguém o observando com olhar de censura. A sua esposa Mical, filha de Saul, olhava da janela e desprezava a atitude de seu rei. Já se pode presumir aí o porquê da insatisfação de Mical: ela não achava aquela atitude "digna de um rei". Afinal, Davi estava entre o povo, juntamente com ele dançando e se alegrando. 

Pessoas incomodadas assim como Mical são encontradas em todo lugar, INCLUSIVE dentro da casa de Deus. Criticam tudo, padronizam um modo de agir para cada pessoa conforme aquilo que acham certo ou errado. Muitas delas tem uma visão deturpada do que é ser cristão, do que é adoração A DEUS. 

Deus é Deus de ordem e decência. Mas não é Deus de altivez, NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS. Aqui, Mical agiu com preconceito, pois não tolerava que o rei estivesse entre as escravas , dançando e se alegrando. Também aparenta ser uma atitude regada a ciúme (v.20).

Davi, apesar de estar em lugar de honra e cujo reinado fora firmado pelo Senhor, se humilhava perante seu Deus sem pestanejar. Sua esposa não viu sob esse espectro, e preferiu censurar o rei por "sair dos padrões". Mas a Palavra do Senhor é clara quando diz "Humilhai-vos perante a potente mão de Deus...", ou seja, na presença dEle não existe maior ou menor, rei ou plebeu ... existem FILHOS, SERVOS, ADORADORES!

O nome Mical significa "Quem é como Deus?" Pena que a filha de Saul se esqueceu por um momento disso, se não fosse assim também sairia a dançar e se alegrar pela volta da Arca à Jerusalém. Porque quem é como Deus? O que é melhor do que a presença dEle? O que é um rei terreno perante o REI DOS REIS? 

O versículo 23 revela um triste destino para Mical. Ela jamais teve filhos, até o dia de sua morte. Pode-se conjecturar que, se ela fosse uma mulher sábia, edificadora, e que honrasse a Deus como seu esposo e rei o fazia, sua história teria outro curso. Mas que seu exemplo sirva a todos, para que o homem se dispa de toda pompa quando o assunto for ADORAR A DEUS. ADORAR é entregar o seu melhor em devoção AO DEUS QUE TUDO FAZ PELO SEU POVO.





segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Isaías 39 - O inimigo bate à porta

Formar vínculos de amizade é algo bom e agradável. Mas há que tomar cuidado com aqueles que, aparentemente "inofensivos", vêm bater na nossa porta. Essa precaução transcende a vida social. No âmbito espiritual, nós cristãos precisamos estar atentos aos INVASORES, cujo objetivo principal é desestruturar a nossa casa.

O rei Ezequias de Judá era um homem temente a Deus, que andava retamente diante do Senhor. Ele já havia vivido um grande livramento de morte, pois Deus lhe acrescentara 15 anos de vida. Também, no reinado do filho de Acaz, o reino de Judá se viu livre da dominação assíria, pois Deus destruíra o exército de Senaqueribe.

Agora, o rei gozava dias de paz prometidos e garantidos pelo Senhor. Mas eis que Ezequias recebe uma "ilustre" visita. O rei da Babilônia, Merodaque- Baladã, envia uma comitiva ao encontro do rei de Judá com cartas e um presente, porque havia ouvido que ele estivera doente. Um ato aparentemente normal, e até louvável.

Ezequias se alegrou com aquele gesto de carinho. Quem não o faria? Depois dos episódios de dificuldade, o rei se sentiu muito feliz com aqueles homens, vindos de terra tão longínqua para o presentear. De tão animado, o rei começou a mostrar tudo o que havia de bom em Judá: " ... a casa do seu tesouro, a prata, e o ouro, e as especiarias, e os melhores ungüentos, e toda a sua casa de armas, e tudo quanto se achava nos seus tesouros; coisa nenhuma houve, nem em sua casa, nem em todo o seu domínio, que Ezequias não lhes mostrasse." Is 39:2

É aí que Ezequias procedeu inocentemente. A Babilônia estava para ser, anos depois, o grande império que levaria cativo o povo de Deus. Esse fato seria revelado ao rei de Judá através do ministério do profeta Isaías, posteriormente. A Assíria figurava naquele momento como o grande dominador, e na verdade Merodaque - Baladã queria um aliado - Judá - contra o império em destaque. 

Se tomarmos o exemplo de Ezequias para nossas vidas, vemos que inocentemente - ou não - abrimos a porta para inimigos da nossa fé. Desde costumes e hábitos mundanos que invadem nossa casa, sem que a gente perceba o dano num primeiro momento, até pessoas mal-intencionadas travestidas de "amigas", que vêm trazer todo tipo de palavra negativa, desanimadora, e até de maldição.

Mas como saber o que está por trás de atitudes ou hábitos que, aos nossos olhos, parecem normais? Com sabedoria. E sabedoria vem de oração, da busca de intimidade e relacionamento sinceros com Deus. Assim com Salomão o fez, peça também esta preciosa sabedoria ao Senhor. Repreenda qualquer palavra de maldição, de negatividade ou mesmo as fofocas que chegarem à tua porta em o nome de Jesus.

Cuidado. Não dê brecha para o inimigo. Mesmo não morando sozinho, tendo que lidar com filhos rebeldes, influenciados pelo mundo, ore. Não se estresse, nem murmure. Seja sábio, que Deus te ajudará. Não é necessário ser mal-educado com ninguém - e nem deve fazê-lo - mas não se envolva com "disse me disse". Mantenha- se íntegro aos olhos do Senhor e dos homens.

O inimigo não veio senão a roubar, a matar e a destruir. E para isso, vai usar de todas as suas armas para ROUBAR TUA SALVAÇÃO, MATAR TUA FÉ E TEUS SONHOS E DESTRUIR TUA FAMÍLIA! Astuto como é, ele tentará te atrair com aquilo que enche teus olhos, buscará atingir teus pontos fracos, acredite. Mas ELE SÓ ENTRA NA TUA VIDA E NA TUA CASA SE VOCÊ PERMITIR! Estamos debaixo do Esconderijo do Altíssimo e, permanecendo em oração e vigilância, o mal não nos abaterá!  Somos mais que vencedores em CRISTO JESUS!






quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Marcos 11 - A figueira seca

A nossa vida pode ser comparada a uma árvore. A planta , por sua vez, pode ser frutífera ou não. Ou até mesmo dar frutos bons ou ruins.

Na passagem em questão, Jesus estava saindo de Betânia juntamente com seus discípulos. Com fome, possivelmente pela fadiga da jornada, o Mestre avista uma figueira cheia de folhas. Eu imagino o lado humano de Cristo ávido por saborear o fruto daquela árvore, frondosa e tão bonita em aparência. Apesar de também ser Deus, onisciente, ele foi averiguar se haviam mesmo figos ali.

E eis a decepção: Jesus não encontrou nada, senão folhas. A figueira bela e verdejante estava SECA. Quantas vezes nós nos deixamos levar pela aparência, por aquilo que aos nossos olhos parece agradável. E no final descobrimos o vazio, a ausência de fruto. Isso acontece com pessoas que conhecemos e aparentam ser boas, amáveis, sensíveis, mas na realidade não o são. Irmãos nossos que podem representar a figura de ovelhas, mas são verdadeiros lobos.

Que indignação Cristo não deve ter sentido! Uma árvore tão agradável aos olhos, mas sem fruto!  A Palavra diz que não era tempo de figos. Mas uma característica peculiar da figueira é que, nela , os frutos surgem ANTES das folhas. Logo, se a árvore estava coberta de folhas, deveriam haver figos. O Mestre amaldiçoou aquela figueira, para que não mais nascesse frutos dela.

Será que se Jesus olhar para nossas vidas, vai encontrar frutos bons? Ou vai só achar sequidão? Temos que dar frutos, resultados, provas da nossa vida com Deus. Não podemos nos apegar à aparência, pois Ele vê o coração. Procure frutificar na presença de Deus. 



segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Isaías 36 - Senaqueribe, um rei envaidecido

Isaías 36, assim como 2 Reis 18 ou 2 Crônicas 32  contam um incrível episódio na história de Judá.
Ezequias estava no trono, e ele, ao contrário de seu pai, Acaz, andava retamente nos caminhos do Senhor. Mas seu reino era objeto de cobiça diante do império em destaque da época - a temida Assíria. 

É aí que entramos na história de Senaqueribe. Um líder que, acostumado a muitas vitórias, já havia conquistado muitos territórios por onde seu exército havia passado. E ele tinha a convicção de que no caso do pequeno reino de Judá não seria diferente.

Cheio de soberba, Senaqueribe manda seu subordinado Rabsaqué afrontar o rei Ezequias e todo o povo de Deus.  O maior erro do rei assírio foi comparar os deuses das nações conquistadas por ele ao Santo de Israel. E por estar obstinado a tocar na "menina dos olhos de Deus", Senaqueribe assina sua sentença de morte.

Pela ótica humana, Judá não teria nenhuma chance contra o poderoso e temido exército da Assíria. Mas, quem protegia aquele povo não era humano, mortal ou falível. Mesmo sem nenhuma saída à vista, o rei Ezequias não se deixou abater. Clamou ao Senhor, juntamente com o profeta Isaías, pedindo o escape.

Rabsaqué ofendeu não a Ezequias ou ao povo, mas Àquele que estava com Judá, o Guarda de Israel. Podemos então imaginar um final de derrota para Senaqueribe. Mas não foi simplesmente uma queda em campo de batalha.

A Bíblia nos fala que , estando acampado o exército assírio prestes a invadir Jerusalém, eis que o Anjo do Senhor veio contra eles e feriu 180 mil no arraial. Judá não conseguiria vencer a Assíria na peleja, mas o próprio Senhor interferiu na história de maneira sobrenatural. Esse foi o resultado de um clamor forte de um rei fiel e íntegro perante seu Deus.

Quantas vezes vemos pessoas que, como Senaqueribe, batem no peito e se dizem invencíveis. Até desacreditam daquilo que Deus possa fazer, ou debocham das promessas dEle para nossas vidas. Sim, há indivíduos imergidos em soberba, que nem dão ouvidos à voz do Senhor, se achando auto-suficientes. Nós precisamos reconhecer que somos pó, e sem Deus, nada podemos fazer. Precisamos ser sempre dependentes dEle.

Que possamos confiar inteiramente no nosso Deus. Não importa se o mundo não acreditar em nosso potencial, devemos nos manter firmes nas promessas do Senhor! 




terça-feira, 22 de outubro de 2013

Jeremias 38 - o etíope Ebede - Meleque

A Bíblia fala sobre um episódio de livramento na vida do profeta Jeremias. Esse profeta, contemporâneo dos também profetas Ezequiel e Daniel, passava apuros por falar a verdade. Sim, Jeremias era boca de Deus em Judá, cujo povo estava totalmente pervertido no caminho do mal.

O rei Nabucodonosor dominava o reino de Judá, pois a Babilônia era o império da vez. Os reis Eliaquim e Joaquim já haviam sofrido com o jugo babilônico, por meio da vassalagem. O pagamento de impostos garantia uma certa estabilidade ao pequeno reino judaico.

Porém, agora quem reinava era Zedequias, irmão de Eliaquim. Nabucodonosor havia deposto Joaquim e levado o rei juntamente com sua corte para a Babilônia. O destino de Judá já estava traçado. Assim como o reino de Israel, o reino do Sul também pagaria pelo seu pecado.

Zedequias incitava o povo a resistir aos babilônios. Porém o Senhor, através de Jeremias, dizia que era para Judá se render ao inimigo, pois o cativeiro era a disciplina divina aplicada pela transgressão daquele povo.

Jeremias não tinha medo de falar a verdade - essa é uma característica de um cristão genuíno. E, por essa razão, o profeta foi denunciado ao rei Zedequias como "desestimulador", já que pregava a rendição de Judá.

A cisterna foi o castigo dado à Jeremias. A Bíblia conta que não havia água na cisterna, mas somente lama. E Jeremias afundou nela. Imagine que humilhação! Ele estava falando a verdade, e mesmo assim foi lançado sem piedade num poço!

Mas eis que Deus envia uma ajuda - inesperada - ao profeta. Ebede-Meleque, um etíope, informou ao rei de Judá o que haviam feito com Jeremias. Zedequias então manda tirar Jeremias da cisterna. Percebe-se que não foi um parente, nem um amigo próximo que socorreu o homem de Deus naquele momento - foi um estrangeiro, que não tinha nada a ver com a história.O Senhor usa quem menos se espera.

O etíope vai com outros homens resgatar o profeta. Ele mesmo se propõe a livrar Jeremias do poço. Ebede-Meleque dá uma lição em muitos "crentes" que vemos por aí. Devemos ajudar aqueles que estão em apuros, independentemente se estamos envolvidos diretamente com a situação. Na verdade, é necessário termos ATITUDE. Deus está à procura de CORAJOSOS que tenham atitude!


Compaixão, misericórdia e boa vontade são essenciais para ser um verdadeiro SERVO DE DEUS! Pense nisso e comece a rever seu comportamento.





quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Efésios 6 - Armadura Espiritual

Como cristãos, precisamos nos conscientizar de que, pelo Evangelho, temos que padecer. Sim, pois o próprio Jesus nos advertiu que Ele não veio ao mundo trazer paz, mas espada. A partir do momento que O aceitamos como Salvador pessoal e passamos a seguir Suas ordenanças, viramos alvo do inferno.

O apóstolo Paulo nos dá passos importantes a respeito da nossa vida espiritual - e nos revela que a batalha é constante. Sim, na esfera espiritual, invisível aos olhos carnais, há uma peleja renhida cujas partes disputam as nossas almas. Por isso Paulo diz que "a nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados, contras as potestades ...".


A preparação para esta batalha consiste em se revestir de uma ARMADURA. Armadura essa que não é material, mas ESPIRITUAL. É necessário estarmos cobertos, PROTEGIDOS. No versículo 10, Paulo diz: "Revesti-vos de TODA a armadura de Deus...". Isso significa que a armadura tem que estar completa. Do contrário, o crente fica vulnerável. 


Estando sem a armadura, a CARNE fica exposta. Dando lugar à carne, o PECADO TOMA CONTA. O diabo consegue o que ele quer. É necessário tapar as brechas, manter-se totalmente ARMADO. O profeta Ezequiel fala em Ez. 22:30: "
E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei." Você tem estado na brecha pelos seus amigos, pela sua família?

Vestir a couraça da justiça é se valer da Palavra de Deus na sua vida diária. Assumir a causa daqueles que estão oprimidos pelo inimigo, ser justo em tudo o que fizer. 

Calçar os pés na preparação do evangelho da paz é estar apto para a maior missão da igreja, que é: EVANGELIZAR. O "ide e pregai" se destina a todos os convertidos a Cristo, independente do cargo ministerial.

escudo da fé é essencial pois a fé nos faz "crer sem ver". Sem ela, é impossível agradar a Deus. Ela precisa estar sempre viva e fortalecida. 

capacete da salvação protege um dos principais alvos do inimigo:a nossa mente. Pensamentos negativos e maliciosos são armas malignas para nos desestabilizar espiritualmente. Portanto, não dê lugar a eles. Mantenha o foco na sua salvação, não a perca por nada!

espada do Espírito é a Palavra de Deus pura, que se renova a cada manhã. Ela alcança a divisão da alma e do espírito. Poderosa, ela liberta, restaura, cura.

E a principal arma: ORAÇÃO, em todo o tempo e com toda súplica ao Espírito. Orar constantemente, não só ajoelhado. Quando estiver andando, cozinhando, escrevendo, fale com Deus. Ele está sempre pronto a te ouvir.

Então, deixe o Senhor te revestir com essa ARMADURA ESPECIAL. Peça para Ele te fortalecer. E creia sempre, você é mais que vencedor por aquele que te amou. Seja corajoso! "Forjai espadas das vossas enxadas, e lanças das vossas foices; diga o fraco: Eu sou forte." Joel 3.10



segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Jeremias 52 - Rei Joaquim

Imagine um povo escolhido e separado por Deus, mas deitado na cama do pecado. Essa era a situação do povo de Judá. O reino, antes dividido entre Norte e Sul, já havia presenciado a queda de Israel. Agora, Judá caminhava igualmente para a perdição.
O cativeiro babilônico já era iminente. Joaquim, o penultimo rei pré- exilico, fazia aquilo que era mal aos olhos do Senhor, assim como seu pai, Jeoaquim. Após reinar por apenas três meses, Joaquim, também conhecido como Jeconias, é levado juntamente com a corte de Judá para a Babilônia, como cativo de Nabucodonosor. Nessa mesma época, Daniel também é exilado.
A Palavra nos relata que o rei de Judá é lançado no cárcere e fica ali por 36 anos. Imagine a situação: um homem antes assentado em um trono, agora dentro de uma prisão, isolado de tudo e de todos. Por permissão de Deus, que estava disciplinando Seu povo, que se tornara rebelde. 
Não se sabe o que ocorreu durante estas quase quatro décadas de cárcere, mas no trigésimo sétimo ano do cativeiro de Joaquim, o rei Evil- Merodaque, filho e sucessor de Nabucodonosor, sobe ao trono. E logo em seguida, manda libertar o rei de Judá.
Não obstante já ter sido liberto, Jeconias é tratado com cortesia e cuidado pelo rei de Babilônia. Evil Merodaque lhe dá lugar de mais honra do que os outros reis que o apoiavam em seu reino. Quando que o rei de Judá poderia sonhar que, depois de sofrer tanto tempo no abandono do cárcere, seria honrado por um suposto inimigo ?
É assim que Deus faz. Confunde a lógica humana. O Senhor é imprevisível nas Suas ações. É possível conjecturar que ali, dentro da prisão, Joaquim refletiu sobre seus pecados, e se arrependeu. Aquele que se humilha, Deus ouve. E não importa a situação, Deus reverte o quadro.
A Bíblia diz que o rei muda as vestes de Joaquim. Mudança de vestes é mudança de vida. A vestimenta de prisioneiro dá lugar a vestimentas finas. Aquelas vestes do cárcere traziam lembranças tristes, de momentos sofridos. As vestes novas representavam novo tempo, honra da parte do Senhor.
Além de todas aquelas regalias, Jeconias também passa a comer na presença do rei e recebe pensão diária pelo resto de seus dias. Agora analise: essa história foi ou não escrita pela mão de Deus?
Joaquim se entregou ao inimigo, como o Senhor havia ordenado através do profeta Jeremias. Mesmo passando pela dor do cárcere, das  humilhações, ele foi abençoado. Quando Deus está no controle das nossas vidas, não importa pelo que iremos passar, a vitória é garantida.

Faça como o rei Joaquim. Creia no Senhor, e O obedeça. Pague o preço, sacrifique o que for, mas seja fiel a Deus. Assim, Ele a seu tempo te exaltará. Ele te libertará das dores, dos sofrimentos, mudará as tuas vestes!



quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Atos 20:7-12 - O jovem Êutico no lugar errado

Os versículos citados acima contam um episódio fatídico - mas que terminou com final feliz - da vida de Êutico. Paulo estava ministrando em Trôade, e o seu discurso se prolongou até a meia-noite. O jovem estava assentado na janela e, vencido pelo sono, caiu. Eram três andares, e por isso já se pode imaginar que a queda foi FATAL.
Por que Êutico estava na janela? Talvez o ambiente ali estivesse abafado. Na verdade, o lugar era estratégico: ao mesmo tempo em que o rapaz "se refrescava", podia espiar o que estava acontecendo lá fora. Quantos jovens se deslumbram com a imagem de um mundo colorido, divertido, exageradamente atrativo? 
A janela funcionava como uma "passagem para o mundo exterior". Uma opção que aquele moço poderia escolher. A pregação estava demorando pra acabar, e quem sabe ele quisesse ir pra casa ou outro lugar. Muitos estão dentro da casa de Deus com o pensamento bem distante dali. 
Até aí, Êutico está bem, apesar de acomodado no lugar errado. Mas o sono vem. O sono do pecado, a mornidão espiritual, o "coxear entre dois pensamentos", a perda da identidade cristã. A partir daí, o caminho rumo a decadência é inevitável, se não houver despertamento. Os costumes mundanos começam a tornar-se "normais" àqueles que, antes, os condenavam.
E por fim, ocorre a queda. A queda representa a morte. Não especificamente a morte física, como no caso do jovem. Mas a morte espiritual, em que vemos crentes "frequentadores da igreja", que não sentem mais a presença de Deus. Nesse estágio, não existe mais sensibilidade ao Espírito Santo. 

Porém o Senhor tem o poder de ressuscitar vidas, assim como fez com Êutico, através de Paulo. Deus quebra corações de pedra, responde àquele que clama com sinceridade e real arrependimento. 
Se você se encontra assim como Êutico, dormente, fraco na fé, saiba que o mundo é recheado de ilusão, e o salário do pecado é a morte. Deus quer e pode te libertar, te curar, te restaurar. Basta buscá-lo de todo o coração. Desperta enquanto há tempo, porque Jesus está voltando!


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

I Samuel 22 - Estágio da caverna

Israel vivia um novo tempo, agora sob o regime monárquico. Mas Saul, o benjamita escolhido por DEUS para reinar sobre seu povo, estava deixando a desejar como chefe, pois não era submisso integralmente às ordenanças do Senhor. O episódio da peleja contra Amaleque revelara um Saul "auto-suficiente", que se considera no direito de "adaptar a vontade do Deus Todo-Poderoso" a seu gosto. 

Então, o Senhor manda o profeta Samuel ungir um novo rei: o jovem pastor, Davi. O menino se destaca na peleja contra os filisteus, enfrentando sozinho o gigante Golias. Mas, obviamente, desperta a ira de seu antecessor. Afinal, Davi conquistara também a simpatia e a amizade de Jonatas, filho de Saul.

Davi "foge". Se antes víamos a imagem de um pastor que dava a vida pelas ovelhas, matando leões e ursos, agora o jovem se vê encurralado. De maneira alguma o caçula de Jessé era covarde. Se esconder na caverna foi um recurso para evitar confronto com um ungido de Deus, Saul.

Em Adulão, Davi se abriga do inimigo.Em um lugar escuro, apertado, sem nenhum conforto ou tipo de recurso, talvez o jovem poderia ter se entristecido ou desanimado de tal forma a não aceitar ou desistir do seu chamado. Mas a verdade é que ali serviria como um "retiro espiritual" ou mesmo um clínica divina.

A Bíblia diz que, correndo a notícia de que Davi estava na caverna, foram ter com ele uns quatrocentos homens endividados, amargurados de espírito, ou seja, homens "problemáticos", "em crise". O novo rei de Israel se tornou chefe deles. Mas que vantagem ser líder de homens naquela situação? 


Davi foi um exemplo, um guia para aqueles que estavam em apuros. Através da vida daquele jovem, ungido e abençoado pelo Senhor, a benção também chegaria para seus subordinados. 


É assim que o Senhor faz - transforma o nada em tudo, o impossível em possível. Da caverna Davi saiu para reinar sobre Israel e assumir muitas outras pelejas. E aqueles homens totalmente desacreditados, desesperançosos, se tornaram um poderoso exército. Se você está vivendo no aperto da caverna, não murmure: continue crendo que o Pai a seu tempo te exaltará.
                           

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Avivamento - Habacuque 3:2

Ultimamente, o que mais se fala dentro das igrejas é a respeito do AVIVAMENTO. Grande parte dos hinos fala sobre "uma geração avivada", formada por crentes "cheios do poder".
Acontece que o avivamento vai além das línguas estranhas. Quando o profeta Habacuque faz sua oração e pede a Deus que Ele avive a Sua obra, ele clama por uma renovação do povo de Deus , daqueles que realmente se dispõem a fazer Sua vontade.

Igreja avivada é aquela que trabalha para o Reino de verdade, não aquela que fica entre quatro paredes como se Jesus fosse exclusivo seu. Igreja avivada EVANGELIZA, DÁ ASSISTÊNCIA AOS NECESSITADOS, CLAMA E DEUS RESPONDE.
Muitos confundem BARULHO com AVIVAMENTO. E às vezes os cultos não passam disso - barulho. Buscar OBEDECER  A DEUS em primeiro lugar, estar no centro da Sua vontade, é o requisito principal para obter o avivamento espiritual, o recobrar de forças que todos nós necessitamos.

Pessoas VERDADEIRAMENTE CURADAS, SÃS, LIBERTAS, são frutos de um avivamento genuíno. Não fica somente em palavras, MAS SE REVELA EM AÇÕES, COMPORTAMENTOS : amor pelo próximo, preocupação com as almas.
Busquemos o VERDADEIRO AVIVAMENTO! Será que estamos buscando o REINO, como Jesus nos recomendou? Ou estamos acomodados nos bancos da igreja como ESPECTADORES?  









domingo, 22 de setembro de 2013

Tempo para tudo - Eclesiastes 3



Para tudo há um tempo determinado. Tempo de cantar, tempo de chorar. Tempo de plantar e colher o que se plantou. Isso é o que diz a Palavra de Deus, e é o que realmente acontece com cada um de nós. Passamos por diferentes momentos e situações.
Mas em todo o tempo, devemos dar graças ao Senhor. Devemos pedir a Ele orientação, direção, seja qual for a circunstância.



Confie em Deus independentemente da sua situação. Ele sempre tem a solução para os seus problemas!