terça-feira, 26 de novembro de 2013

Oseias 13.5 - A necessidade de viver o deserto

Quando se fala em deserto, logo pensamos em seca, em escassez, em privação. Mas poucos reconhecem o deserto como algo desejável, um momento pelo qual todos nós devemos passar.

O profeta Oseias tem uma trajetória peculiar. Ele profetizava acerca da destruição e posterior restauração do Reino do Norte (Israel).  O homem de Deus toma por mulher a Gômer, uma prostituta. Essa união ordenada por Deus simbolizava a relação de infidelidade entre Israel para com seu Deus, ao se render à idolatria.

Oseias profetizou nos dias do rei Jeroboão II, de Israel. Nessa época, a prosperidade do reino certamente mantinha o povo tranquilo, sob a farsa da estabilidade. Mas os olhos do Senhor estavam sobre eles, prestes a enviar-lhes a paga pelas suas transgressões.

Israel se prostituía com deuses estranhos. Nos nossos dias, vemos que muitos cristãos, ao dar vez à carne, acabam por se prostituir com o mundo: dão as costas para a vontade de Deus, deixando-se enredar pelo pecado. Mas os olhos do Senhor estão sobre eles, e Sua voz os chama ao arrependimento.

Baseando-nos no versículo-chave, que diz: " Eu te conheci no deserto, em terra muito seca", podemos ver Deus falando com Seu povo. Ele está afirmando que o deserto foi uma fase de "conhecimento". Ora, o Senhor havia permitido o deserto ao povo israelita depois de sair do Egito. Foram 40 anos de "andanças" até a tomada da Terra Prometida. 

Mas por que Deus afirma que conheceu Seu povo no deserto? Sabemos que Israel por vezes murmurou pela sua "estada" no deserto. Até ansiou voltar para a escravidão de Faraó. Porém, Deus jamais desamparava o povo, pois não lhes acabaram as vestes, nem os calçados, nem tampouco alimentos e água. O Senhor supriu a necessidade deles. 

Porém Israel era "difícil" de agradar. Assim acontece conosco hoje. Deus faz tanto por nós, e em vez de agradecermos, pedimos mais ou murmuramos. Reclamamos de mínimas coisas. Deus experimentou seu povo no deserto. Porque é no momento de dificuldade, de privações que nós mostramos quem realmente somos.

Israel, frente aos percalços, já abria a boca para reclamar. Mas será que não reconhecia o que seu Deus já havia feito, a passagem extraordinária no meio do mar? 

Por isso é que o Senhor nos conhece , nos prova no deserto. No deserto, as máscaras caem. No deserto, Ele vê se somos adoradores ou murmuradores. No deserto, Ele conhece se somos crentes mesmo ou é "só conversa".

Passe pelo deserto sem reclamar. Porque é Deus quem te guia no meio dessa sequidão, em que você olha pros lados e não vê nada. Ele providencia maná do céu, água pra saciar tua sede. O Senhor jamais desampara aquele que está sob Sua destra fiel!



quarta-feira, 20 de novembro de 2013

2 Crônicas 18 - Micaías e os profetas VENDIDOS

O reino de Israel estava totalmente pervertido. A onda de idolatria fora intensificada pela união do rei Acabe com Jezabel, filha de Etbaal. Apesar das advertências do profeta Elias, Acabe permanecia em seu caminho rumo à perdição.

O episódio que trataremos diz respeito ao desejo do rei de Israel de retomar as terras de Ramote-Gileade, então ocupadas pelos sírios. Josafá, rei de Judá, é convidado por Acabe para juntos pelejarem contra a Síria.

O rei de Judá era bondoso e estava aliado ao rei de Israel por laços de casamento (o filho de Josafá casara com a filha de Acabe). Mas Josafá foi direto: "... Peço-te que busques primeiro o conselho do Senhor" (v.4)
Aí percebemos que o rei de Judá tinha temor a Deus. Seu reinado foi marcado pelo combate à idolatria. 

O segredo de Josafá é este : a consulta a Deus, a busca pela direção do Senhor nas suas tomadas de atitudes. Quantas vezes "quebramos a cabeça" por fazer algo à nossa maneira, segundo as nossas vontades?

Acabe já estava pronto pra essa! A Bíblia diz que ele chama seus "quatrocentos profetas" para falar aquilo que ele já esperava: O QUE ELE QUERIA OUVIR. Assim ficava fácil. Os profetas vendidos só profetizavam aquilo que massageava o ego do rei de Israel ou ia de encontro às suas vontades. Isso era abominável, pois Deus não estava com aqueles quatrocentos homens.

Como era de se esperar, os profetas DE ACABE confirmam que os dois reis devem ir à Ramote-Gileade e obteriam vitória. Mas, sem se convencer, Josafá pergunta se não há mais nenhum profeta DO SENHOR a quem eles pudessem consultar. Imagine o desapontamento de Acabe. Quatrocentas "profecias" já haviam confirmado que eles deveriam ir à peleja, e mesmo assim o rei de Judá não tinha se satisfeito!

É aí que Acabe tem que dizer o que jamais desejara: " Ainda há um homem ... porém eu O ODEIO, porque nunca profetiza coisas boas ..." (v.7) . Percebemos o porquê da tristeza de Acabe. Existia UM que não fora comprado por ele. Existia UM que ia na contramão do que os "quatrocentos profetas" diziam. Sabe aquele ditado que diz que "a voz do povo é a voz de Deus?". Não acredite nisso! Cuidado com a maioria "vendida"

Então, o rei de Israel manda chamar o profeta "chato": Micaías, filho de Inlá. Repare que o mensageiro que vai buscar o profeta já vai logo dizendo que é para Micaías confirmar as "profecias" dos demais profetas. Ou seja, o profeta DE DEUS vai sendo coagido a MENTIR. Ora, mas a profecia DE DEUS não é mentirosa. MENTIR, FORJAR uma profecia para AGRADAR O REI era um caminho que Micaías não estava disposto a trilhar.

Quando o profeta chega à presença dos dois reis, ele é perguntado acerca da peleja em Ramote-Gileade. Num primeiro momento, ele confirma que eles devem subir à batalha. Talvez por pressão ou por medo. Mas quando perguntado novamente, ele TEM QUE DIZER A VERDADE: um espírito enganador SOB A PERMISSÃO DE DEUS havia dominado os profetas de Acabe, para que ele perecesse em Ramote- Gileade. Israel iria ser derrotado.

Note que o Senhor permite que Acabe caia em engano. Se o rei de Israel, ao invés de não dar ouvidos às palavras de Micaías, tivesse se humilhado perante Deus e se arrependido de seus maus caminhos, o final seria diferente. Mas ele foi para a peleja, e morreu.

Micaías era UM em meio a QUATROCENTOS PROFETAS VENDIDOS. Tal qual Jeremias, ele profetizava o juízo e ira de Deus para um povo desobediente. PROFETIZAR O QUE É BOM é fácil. PROFETIZAR o que é mal, aí a história muda. Mas devemos receber BENÇÃO E CORREÇÃO da parte do Senhor com coração aberto. Pois Ele quer o melhor para nós. 

Seja Micaías em meio a um povo deslumbrado com seus próprios desejos. PREFIRA AGRADAR A DEUS DO QUE A HOMENS.




terça-feira, 12 de novembro de 2013

1 Samuel 15 - A desobediência de Saul e a rejeição da parte de Deus

A obediência a Deus é a chave da vitória, do êxito. Saul sentiu isso na pele ao querer fazer sua vontade em contraposição à do Senhor. Como resultado, o até então rei de Israel perde sua coroa e começa a viver em declínio constante, até sua morte.

Saul fora ungido pelo profeta Samuel por ordem de Deus. Afinal, o povo de Israel pedia insistentemente um rei. O Senhor atende o pedido, e os israelitas começam a viver o período monárquico.

Em um determinado momento, Deus dá uma ordenança à Saul, para que ele destrua os amalequitas. Amaleque se fez inimigo de Israel quando este subia do Egito. O Senhor é claro quando diz ao rei de Israel:  "... fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo que tiver..." (v.3)

Saul arma emboscada contra os amalequitas, e prevalece contra eles. PORÉM, o rei mantém vivo Agague, rei de Amaleque e, não sendo o bastante, também conserva o melhor das ovelhas, vacas, cordeiros e tudo o que havia de melhor em Amaleque. Tão somente as coisas vis e desprezíveis são destruídas.

Percebe-se já que SAUL cumpriu e não cumpriu a vontade de Deus, ao mesmo tempo. Ou melhor, fez as coisas pela metade. É aí que o benjamita perde a coroa: quis PERVERTER A ORDEM DE DEUS, ou ADAPTA-LA CONFORME A SUA VONTADE. Como poderia o líder do povo de Deus não seguir à risca a vontade desse Deus?

A partir daí, o Senhor fala a Samuel que havia se arrependido de ter posto Saul como rei. Deus não rejeitou SAUL, mas seu ministério, seu reinado. DESOBEDIÊNCIA era (e é) inadmissível para aqueles que realmente querem servir a DEUS e estar sob Sua proteção.

Quando o profeta vai ao encontro de Saul, o rei diz que cumpriu a vontade de Deus. Ele achava mesmo que havia cumprido a ordem do Senhor? Só a parte que lhe convinha, ou mais apropriada a seus olhos. Porque quando o rei juntamente com o povo viu os despojos de Amaleque, seus olhos "brilharam". 

Saul se justifica para Samuel a respeito das vacas e ovelhas: " ... porque o povo poupou ... para as oferecer ao Senhor ..." (v.15). Repare que ele atribui a ação ao povo. Que rei é esse? Não tem pulso firme, não tem espírito de liderança? Deixou-se ser persuadido pelo povo? Questionado pelo profeta a respeito da sua desobediência, Saul reafirma que havia cumprido, sim, a vontade de Deus. Como? Não existia nem existe cumprimento de "meia vontade", o Senhor não tolera "meia servidão".

Aí Samuel diz a sábia frase: ... obedecer é melhor que sacrificar ..." (v.22). Quantos se esquecem disso, e preferem pagar o preço, arcar com as consequências de um pecado que se iguala à feitiçaria. O cristão precisa ter a consciência de que, se não andar retamente no caminho do Senhor, jamais logrará êxito em nada. 

Quando Saul recebe a sua condenação, ele assume que pecou, e novamente culpa o povo pelo erro. É muito fácil culpar outrem pelas nossas falhas. Isso parece nos livrar das acusações, do "apontar de dedos". Outra lição que tiramos da falha do rei:  mesmo sendo ungido, escolhido para reinar, Saul não foi poupado da ira do Senhor. Isso revela que, para Deus, não existe maior nem menor. Não interessa se é rei ou mendigo, todos são abençoados e também DISCIPLINADOS conforme o querer DELE.

Saul pagou um alto preço pela sua desobediência. Por mais que lhe encantasse os despojos dos amalequitas, JAMAIS ele deveria ter descumprido a plena vontade de Deus. Porém, como Deus é  bom e misericordioso, Ele unge outro rei para Israel: o jovem pastor, Davi. Veja aqui que Deus sempre nos surpreende, seu agir é ilimitado e bem além do nosso entendimento. Davi era um humilde rapaz cuidando das ovelhas, e Deus o viu e o exaltou. Sabe o que isso significa? Se Saul errar, sempre existirá um Davi fiel a Deus, esperando o momento pra que Ele mude sua história. 

Deus é fiel, ainda que não sejamos. Mas é preciso nos mantermos obedientes, firmes na presença DELE. Isso evitará consequências trágicas, como ocorreu na vida de Saul. Por isso, permaneça sempre no centro da vontade do Pai, pois a vitória é garantida. Se sua vez ainda não chegou, ela em breve chegará!







sábado, 9 de novembro de 2013

2 Samuel 6 - Mical e sua visão deturpada

A Bíblia nos conta a respeito de uma grande conquista do povo de Israel, quando era governado por Davi. A Arca da Aliança, símbolo da presença de Deus, estava retornando para sua terra depois de muito tempo nas mãos de inimigos. A Arca era um objeto sagrado: não podia ser tocada, tão somente carregada por meio de suas varas. Uzá, filho do sacerdote Abinadabe, havia sido fulminado ao tentar segurá-la.

Mas finalmente a Arca do Senhor estava de volta à Jerusalém. Imagine só a felicidade dos israelitas, em especial a do rei! A "presença de Deus" foi recebida com gritos de alegria e som de trombeta. Davi dançava perante o Senhor, com toda sua força (v.14).

Davi, em toda sua alegria, dançando e sacrificando ao Senhor, jamais pensaria que havia alguém o observando com olhar de censura. A sua esposa Mical, filha de Saul, olhava da janela e desprezava a atitude de seu rei. Já se pode presumir aí o porquê da insatisfação de Mical: ela não achava aquela atitude "digna de um rei". Afinal, Davi estava entre o povo, juntamente com ele dançando e se alegrando. 

Pessoas incomodadas assim como Mical são encontradas em todo lugar, INCLUSIVE dentro da casa de Deus. Criticam tudo, padronizam um modo de agir para cada pessoa conforme aquilo que acham certo ou errado. Muitas delas tem uma visão deturpada do que é ser cristão, do que é adoração A DEUS. 

Deus é Deus de ordem e decência. Mas não é Deus de altivez, NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS. Aqui, Mical agiu com preconceito, pois não tolerava que o rei estivesse entre as escravas , dançando e se alegrando. Também aparenta ser uma atitude regada a ciúme (v.20).

Davi, apesar de estar em lugar de honra e cujo reinado fora firmado pelo Senhor, se humilhava perante seu Deus sem pestanejar. Sua esposa não viu sob esse espectro, e preferiu censurar o rei por "sair dos padrões". Mas a Palavra do Senhor é clara quando diz "Humilhai-vos perante a potente mão de Deus...", ou seja, na presença dEle não existe maior ou menor, rei ou plebeu ... existem FILHOS, SERVOS, ADORADORES!

O nome Mical significa "Quem é como Deus?" Pena que a filha de Saul se esqueceu por um momento disso, se não fosse assim também sairia a dançar e se alegrar pela volta da Arca à Jerusalém. Porque quem é como Deus? O que é melhor do que a presença dEle? O que é um rei terreno perante o REI DOS REIS? 

O versículo 23 revela um triste destino para Mical. Ela jamais teve filhos, até o dia de sua morte. Pode-se conjecturar que, se ela fosse uma mulher sábia, edificadora, e que honrasse a Deus como seu esposo e rei o fazia, sua história teria outro curso. Mas que seu exemplo sirva a todos, para que o homem se dispa de toda pompa quando o assunto for ADORAR A DEUS. ADORAR é entregar o seu melhor em devoção AO DEUS QUE TUDO FAZ PELO SEU POVO.





segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Isaías 39 - O inimigo bate à porta

Formar vínculos de amizade é algo bom e agradável. Mas há que tomar cuidado com aqueles que, aparentemente "inofensivos", vêm bater na nossa porta. Essa precaução transcende a vida social. No âmbito espiritual, nós cristãos precisamos estar atentos aos INVASORES, cujo objetivo principal é desestruturar a nossa casa.

O rei Ezequias de Judá era um homem temente a Deus, que andava retamente diante do Senhor. Ele já havia vivido um grande livramento de morte, pois Deus lhe acrescentara 15 anos de vida. Também, no reinado do filho de Acaz, o reino de Judá se viu livre da dominação assíria, pois Deus destruíra o exército de Senaqueribe.

Agora, o rei gozava dias de paz prometidos e garantidos pelo Senhor. Mas eis que Ezequias recebe uma "ilustre" visita. O rei da Babilônia, Merodaque- Baladã, envia uma comitiva ao encontro do rei de Judá com cartas e um presente, porque havia ouvido que ele estivera doente. Um ato aparentemente normal, e até louvável.

Ezequias se alegrou com aquele gesto de carinho. Quem não o faria? Depois dos episódios de dificuldade, o rei se sentiu muito feliz com aqueles homens, vindos de terra tão longínqua para o presentear. De tão animado, o rei começou a mostrar tudo o que havia de bom em Judá: " ... a casa do seu tesouro, a prata, e o ouro, e as especiarias, e os melhores ungüentos, e toda a sua casa de armas, e tudo quanto se achava nos seus tesouros; coisa nenhuma houve, nem em sua casa, nem em todo o seu domínio, que Ezequias não lhes mostrasse." Is 39:2

É aí que Ezequias procedeu inocentemente. A Babilônia estava para ser, anos depois, o grande império que levaria cativo o povo de Deus. Esse fato seria revelado ao rei de Judá através do ministério do profeta Isaías, posteriormente. A Assíria figurava naquele momento como o grande dominador, e na verdade Merodaque - Baladã queria um aliado - Judá - contra o império em destaque. 

Se tomarmos o exemplo de Ezequias para nossas vidas, vemos que inocentemente - ou não - abrimos a porta para inimigos da nossa fé. Desde costumes e hábitos mundanos que invadem nossa casa, sem que a gente perceba o dano num primeiro momento, até pessoas mal-intencionadas travestidas de "amigas", que vêm trazer todo tipo de palavra negativa, desanimadora, e até de maldição.

Mas como saber o que está por trás de atitudes ou hábitos que, aos nossos olhos, parecem normais? Com sabedoria. E sabedoria vem de oração, da busca de intimidade e relacionamento sinceros com Deus. Assim com Salomão o fez, peça também esta preciosa sabedoria ao Senhor. Repreenda qualquer palavra de maldição, de negatividade ou mesmo as fofocas que chegarem à tua porta em o nome de Jesus.

Cuidado. Não dê brecha para o inimigo. Mesmo não morando sozinho, tendo que lidar com filhos rebeldes, influenciados pelo mundo, ore. Não se estresse, nem murmure. Seja sábio, que Deus te ajudará. Não é necessário ser mal-educado com ninguém - e nem deve fazê-lo - mas não se envolva com "disse me disse". Mantenha- se íntegro aos olhos do Senhor e dos homens.

O inimigo não veio senão a roubar, a matar e a destruir. E para isso, vai usar de todas as suas armas para ROUBAR TUA SALVAÇÃO, MATAR TUA FÉ E TEUS SONHOS E DESTRUIR TUA FAMÍLIA! Astuto como é, ele tentará te atrair com aquilo que enche teus olhos, buscará atingir teus pontos fracos, acredite. Mas ELE SÓ ENTRA NA TUA VIDA E NA TUA CASA SE VOCÊ PERMITIR! Estamos debaixo do Esconderijo do Altíssimo e, permanecendo em oração e vigilância, o mal não nos abaterá!  Somos mais que vencedores em CRISTO JESUS!