sábado, 27 de dezembro de 2014

Isaías 8:14 - Pedra de Tropeço ou Pedra Angular?


Jesus, pedra de tropeço. À primeira vista, é uma classificação ou um título negativo para o Salvador do mundo. Porém quando analisamos a Palavra, passamos a entender o porquê dessa expressão, citada tantas vezes nas Escrituras e utilizada justamente no Antigo Testamento pelo chamado "profeta messiânico", Isaías.

No seu capítulo 8 e verso 14, o filho de Amoz faz um paralelo sobre como  o Senhor se revelaria aos obedientes e aos rebeldes. Para os primeiros, Ele seria santuário. Santuário significa a parte secreta do templo ou edifício consagrado à cerimônia de determinada religião. Resume-se como "morada de Deus", "lugar de Sua habitação". Para aqueles que creem e obedecem ao Pai, este lhes revela a Sua presença. Já para os desobedientes, Deus é pedra de tropeço, ou seja, laço, queda, armadilha, pois aqueles que vão contra a Sua vontade não prevalecem, mas caem.

O mesmo profeta irá dizer em Isaías 28:16: " Portanto assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada; aquele que crer não se apresse." Jesus é a Pedra de esquina, a chamada Pedra Angular. A chamada pedra fundamental é posta na esquina de um edifício, formando um ângulo reto entre duas paredes. Esta pedra define a colocação das demais e alinha toda a construção. Também é a pedra colocada em cima de um arco com a função de balancear as forças que atuam sobre ele. A pedra mantém o equilíbrio das forças.  Quer título mais adequado para Cristo? Ele é a base de tudo, o Cabeça da igreja. É por causa dEle que estamos em pé.

Na epístola de Paulo aos Romanos, em seu capítulo 9 e a partir do verso 30, o apóstolo começa a discorrer a respeito da rejeição de Israel, pelo seu apego à lei e a não aceitação de Jesus. Sim, pois sabemos que os judeus não reconheceram a Cristo como o Messias. Por isso Paulo diz que Israel tropeçou na pedra de tropeço, pois não creram no Salvador. (Rm 9:32).

Em I Pedro 2: 5-8, o apóstolo Pedro diz: " Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.

Por isso também na Escritura se contém: 'Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa;e quem nela crer não será confundido.' E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes,a pedra que os edificadores reprovaram,essa foi a principal da esquina, E uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados."   Jesus é o alicerce da Igreja, em quem ela está edificada. Apesar de ter sido rejeitado pelos Seus, Ele foi eleito como Principal por Deus, e por Ele glorificado.


Voltando um pouco ao Antigo Testamento, Deus é chamado em várias ocasiões de Rocha. (Veja exemplos em II Samuel 22: 47, Salmos 71:3 e Isaías 44:8). Rocha traz a ideia de firmeza, dureza, sustentação. É nessa Rocha Eterna que precisamos dia após dia nos embasar, nos firmar. Jesus é a nossa Pedra Fundamental, também a Rocha que nos mantém seguros contra as aflições desta vida terrena. Só nEle existe força suficiente para evitar nossa queda.

Jesus é pedra de tropeço somente para os que não obedecem ou vão contra à Palavra. Quem não crê tropeça e cai, e se escandaliza nEle pois não compreende ou confia em Seu agir. Mas Ele é a Pedra Angular daqueles que O servem e creem nEle acima de todas as circunstâncias. NEle, a igreja está firmada, alicerçada. Nada prevalecerá contra a Igreja, nem mesmo as portas do inferno! Você está alicerçado nesta Pedra? Se está, acredite que nada poderá lhe derrubar!





terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Marcos 6 - Jesus de Nazaré, rejeitado em Nazaré

Marcos 6:1-6 fala do retorno de Jesus à sua terra, onde havia passado pelo menos 28 anos de sua vida: Nazaré. Finalmente o Mestre estava "em casa", para pregar o Evangelho e anunciar o Reino de Deus aos seus conhecidos, àqueles que haviam convivido com Ele tanto tempo. À primeira vista, nos parece que seria uma tarefa nada penosa para Cristo, muito pelo contrário. Entretanto, a recepção dos nazarenos não foi tão calorosa assim.

Diz a Palavra que, chegando à cidade num sábado, Jesus começa a ensinar nas sinagogas. Esse primeiro fato já indica que Cristo "quebra as regras", pois naquele tempo havia rigor no cumprimento de "guardar o sábado".  O "dia do descanso" havia sido restaurado centenas de anos antes, na época da província persa de Judá, pelo seu governador Neemias.

Jesus, na sua maneira de falar, com toda sua sabedoria e domínio das Escrituras, causou enorme espanto ou admiração entre os seus vizinhos e velhos conhecidos. Esses estavam atônitos (v.2). Mas, ao invés de se sentirem satisfeitos ou orgulhosos , eles se escandalizaram. "Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele." (v.3) As pessoas não acreditavam, aceitavam ou davam crédito àquele que era, para eles, um carpinteiro, seu conterrâneo.

Quando os habitantes de Nazaré, que conheciam Jesus desde pequeno, bem como toda sua família, começam a citar os parentes de Jesus, é como se dissessem:  - Ele é uma pessoa normal, que vive entre nós. Nosso velho conhecido. Como pode estar agora ensinando em sinagogas? Pregando?" Muitas pessoas agem assim quando Deus começa a trabalhar na vida de alguém. Se apegam tanto ao passado , ao que estavam acostumados a ver, que acabam não aceitando ou não confiando na nova forma de ser ou de viver daquele alguém. Jesus estava passando por esse julgamento.

Não bastasse ter sido desprezado em Gadara (ou em algumas outras versões, lê-se Gerasa - Mc 5:15-20), Jesus agora sofria rejeição por aqueles que mais deveriam o apoiar ou incentivar. Isso é o que se pensa ou se espera dos conhecidos, parentes e amigos. A Galileia ( território onde se localizava Nazaré) também era desdenhada pelos habitantes da Judeia, e os nazarenos em especial, pois eram diferentes em suas maneiras e na forma de falar. Você ve o contexto em que o Filho e Deus estava inserido? De total perseguição.  Sua própria família parecia fazer restrição ao trabalhar de Jesus. ( leia Mc 3:20,21; Mc 3:31-35; Jo 7:1-9).

Visto a dificuldade que encontrara em sua própria terra, onde num primeiro momento deveria estar mais "à vontade", o Mestre disse: "Não há profeta sem honra senão na sua pátria, entre os seus parentes, e na sua casa". (v.4) Você certamente já passou por situações em que, quem mais deveria lhe apoiar, é o primeiro a lhe virar as costas? Pois então, Jesus também passou por isso. Diz a Palavra que a incredulidade ali era tamanha, que o Senhor não pôde fazer nenhum milagre. E Ele se admirou disso. Percebe-se logo que é a incredulidade que impede o homem de ver a glória de Deus e as Suas maravilhas.

Jesus encontrou enorme resistência dentro da sua própria casa. Lá, Ele era simplesmente "o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão ..." (v.3). Isso nos alerta que nem sempre encontraremos apoiadores, cooperadores, colaboradores. Teremos também que lidar com  a oposição. Podemos associar com que o profeta Miqueias escreveu no capítulo 7 de seu livro, em que ele diz: "... os inimigos do homem são os da sua própria casa." (Mq 7:6b). Jesus Cristo também cita as mesmas palavras em Mateus 10:35. Miqueias falava sobre como era difícil confiar nos próprios parentes visto a corrupção que reinava entre o povo de Deus. Hoje em dia não é diferente: devemos vigiar! (Mq 7:5)

A Bíblia está recheada de casos em que há divergências no meio da parentela.Um exemplo que cabe citar aqui é o da família de Moisés, representada por Miriã e Arão, que criticaram o profeta por este haver tomado uma mulher etíope (Nm 12). Na verdade, a mulher foi apenas um artifício, um pretexto usado para contestar o ministério de Moisés, pois seus irmãos diziam: "Será que o Senhor tem falado apenas por meio de Moisés?..."(Nm 12:2a)

Independente de todas as adversidades, não se perturbe, muito menos pague o mal com o mal. Saiba que enquanto você estiver no centro da vontade de Deus, você também estará na mira de Satanás. Por isso, não dê ouvidos àquilo que vem para lhe desmotivar no seu serviço diante do Senhor. Se quem você achou que iria lhe apoiar não o faz, ORE! Deus tem o poder de mudar o coração. E antes de tudo, AME o seu próximo. Amor ágape, que abrange a todos, inclusive àqueles que não lhe dão retorno, "que não lhe amam de volta". Quem disse que seria fácil? "Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou."(Rm 8:37)





quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Juízes 6 - A prudência de Gideão e o chamado de Deus

Israel foi entregue aos midianitas por sete anos por permissão de Deus.  Por terem pecado contra o Senhor e praticado a idolatria, agora o povo vivia à mercê de um povo que não permitia o crescimento e o desenvolvimento de Israel. Toda vez que o povo semeava, vinha os midianitas e amalequitas contra ele. (v.3)

Neste contexto de estagnação e de pobreza, Deus atenta para um homem já com o propósito de livrar a Israel. Gideão, filho de Joás, o abiezrita. Diz a Bíblia que o anjo do Senhor fala com Gideão num momento muito peculiar, que já nos revela uma lição: ele estava malhando trigo no lagar. Gideão não estava parado, acomodado: ele estava trabalhando, "com a mão na massa".

Deus JAMAIS terá parte com os preguiçosos. Ele está de olho em quem dá o primeiro passo, em quem toma ATITUDE. A Palavra nos diz que Gideão estava malhando o trigo para o salvar dos midianitas (v.11).  Característica essencial de um servo de Deus: PRUDÊNCIA. Gideão se preocupava em salvar o alimento que serviria não somente para ele, mas para seu povo. Outra característica importante que vemos: PREOCUPAÇÃO com o próximo!

Como Ele chamou a atenção do Todo Poderoso! Veja que o anjo do Senhor o chama de "homem valoroso". Mas mesmo com tão boas qualidades, Gideão proferiu palavras que mostraram certa desesperança: "Ai, Senhor meu, se o Senhor é conosco, por que tudo isto nos sobreveio? E que é feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egito? Porém agora o Senhor nos desamparou, e nos deu nas mãos dos midianitas." (v.13)

Mesmo triste pela situação que Israel estava vivendo, Gideão recebe a ordem de Deus: "Vai nesta tua força, e livrarás a Israel das mãos dos midianitas; porventura não te enviei eu?"  Deus estava dizendo para seu servo que não interessava se ele se sentia desamparado, Gideão deveria fazer a vontade de Deus, aquele que o havia enviado! Não importa se o quadro da nossa vida é triste , ou se as nossas forças são poucas: Deus nos manda IR mesmo com as nossas limitações, pois afinal é Ele quem completa a obra. O Senhor se responsabiliza pelo sucesso da nossa empreitada!

Gideão, ainda receoso, começa a olhar para sua pequenez, pois era da meia tribo de Manassés, da família mais pobre da tribo, e em sua casa dizia ser o menor. Porém o Senhor não atenta para nosso nome, família ou classe social: Ele havia se agradado de Gideão e iria usa-lo! Se o Senhor achar graça em nós, não interessa mais nada, basta obedecermos e confiarmos nEle e seremos bem - sucedidos.

O Senhor diz a Gideão: "Porquanto eu hei de ser contigo, tu ferirás aos midianitas como se fossem um só homem." (v.16). Aí está a característica que faz toda a diferença: Deus era com Gideão, por causa disso ele iria vencer! Por isso tudo iria dar certo. Gideão recebeu a garantia de que iria vencer os midianitas! Se Deus é por nós, quem será contra nós?  (Rm 8:31). 

Por isso chame a atenção do SENHOR assim como Gideão chamou: tenha atitude, seja prudente para que o inimigo não tire proveito do que é seu! Foi isso que Gideão fez ao defender aquela plantação ao malhar aquele trigo. Preocupe-se com o próximo pois aquele alimento não serviria somente para o filho de Joás, mas para mais pessoas necessitadas. ATITUDE! Deus quer um povo que tenha ATITUDE!





segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O Novo - Apocalipse 21

O capítulo 21 de Apocalipse nos traz o desfecho de tudo, ou seja, os santos são apresentados a seu novo e eterno lar- a nova Jerusalém. Os primeiros versículos nos falam sobre novo céu e nova terra, nos dando a convicção de que é um re-começo para aqueles que estão em Cristo.

O Senhor sempre nos apresenta o Novo - primeiramente, com a morte de Seu filho, Ele faz conosco uma nova aliança. Nós, ao aceitarmos ou reconhecermos o sacrifício vicário de Jesus e decidindo seguir os Seus passos, precisarmos nos converter em novas criaturas, agora não vivendo sob o pecado, mas debaixo da graça do Todo Poderoso. O apóstolo Paulo destaca bem a característica do verdadeiro cristão em 2 Co 5:17 : "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo."

Despojando-nos do nosso velho "eu", podemos enfim viver uma plena vida em Cristo. Afinal, o Senhor nos reserva algo além da vida terrena - um novo lar. O céu e a terra que vemos são passageiros, temporários. O novo céu e nova terra que iremos vislumbrar são eternos, permanentes. O próprio Jesus disse que passarão os céus e a terra (presentes), mas Suas palavras não passarão. (Mt 24:35)

Vale destacar como tudo gira em torno da soberania e magnificência de Jesus. Passado, presente e futuro existem por causa dEle. O Verbo que se fez carne, a Palavra que estava com Deus e era Deus, Ele tem o controle da história: "Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele.E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele." (Cl 1:16,17).

Na nova Cidade, Jerusalém, não haverá morte, nem luto, nem pranto, nem dor (v.4). Isso significa que os maiores males que nos afligem nesta vida terrena e neste corpo físico serão extintos por completo. Aleluia! A nova vida - ou vida eterna -, será uma vida plena e repleta de paz e satisfação. "...eis que faço novas todas as coisas..." (v.5). Só Ele tem o poder de fazer, realizar, criar, trazer à vida. Jesus é o Alfa e o Ômega , o Princípio e o Fim (v.6). Ele começa e Ele conclui. Ele tem o controle do tempo. Lembre-se do que Ele falou aos judeus, revelando sua deidade : "... Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, Eu Sou." (Jo 8:58). 

Viva em novidade de vida! Deus sempre fará coisas novas, re-novando suas forças perante as intempéries dessa vida. A Palavra dEle é nova, a cada dia fala conosco de forma nova. Deus é Deus de coisas novas, Ele nos surpreende. E o mais importante, a promessa mais linda: Ele tem uma nova morada preparada para quem vencer!




segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Você tem valor! - Lc 12: 6,7

Em situações difíceis que passamos pela vida, normalmente vem toda sorte de pensamentos negativos sobre nós. E muitas vezes nos deparamos com a seguinte dúvida: "Será que Deus está me vendo?" Sim, até mesmo quem professa ser Cristão pode se pegar dizendo:"Deus me esqueceu!"

Certa vez, Jesus começava a ensinar seus discípulos acerca do "fermento dos fariseus", que era a hipocrisia. Para quem não sabe, os pertencentes a essa vertente do judaísmo se destacavam pelo forte apego à liturgia. Diz-se que se preocupavam em orar e jejuar em público, como se quisessem "escancarar sua santidade" à vista de todos.

O Mestre procurava instruir os seus seguidores acerca do que estava por trás das aparências. Porque o Senhor estava olhando para as coisas encobertas. (v.2)  E justamente por atentar para a sinceridade do coração do homem, Jesus revelava que todos estavam de igual modo "transparentes" aos olhos do Todo Poderoso.  

No verso 6 Jesus cita uma ave que era comercializada por preço baixíssimo naquela época: o pardal. A ave, que mede cerca de 15 centímetros apenas,  é uma das mais comuns do mundo. Cinco pardais custavam dois asses. Cada asse (moeda romana de cobre, que valia 1/16 do denário), trazendo para a moeda atual, valia pouco mais de 1 real. Imagine só como era fácil adquirir pardais? 

Não é a toa que a Palavra faz menção dessas aves. Nada que está escrito nela é por acaso. Cristo disse que nem mesmo esses pardais, que custavam  tão pouco e eram tão comuns, estavam esquecidos diante de Deus.  Para mostrar o valor do ser humano para o Pai Celestial, Jesus completou dizendo: " Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais! Bem mais valeis do que muitos pardais!" (v.7)

Algumas características do pardal nós podemos destacar aqui: ele é uma ave que está em quase todo o planeta, e se adapta ao inverno e verão, mudando a cor do bico e da plumagem. Também faz seu ninho em qualquer lugar. Assim devemos ser também, nos adaptarmos às diferentes situações, principalmente às difíceis, continuando firmes na Rocha, na Pedra Angular. 

A ave é considerada gregária, isto é, se agrupa em sociedade, visando a proteção daqueles que formam o grupo. Assim somos nós como Igreja, como Unidade, como Corpo de Cristo: devemos nos ajudar, nos sustentar. Bom e suave é que vivamos em UNIÃO (Sl 133.1). 

Aqui no Brasil, o pardal foi inserido intencionalmente para combater insetos transmissíveis de doenças. Nós, como cristãos, temos a missão aqui de propagar o Evangelho e combater o mal através da manifestação do poder de Deus em nós. Ele não nos chamou por acaso. Ele nos escolheu, e não nós a Ele. Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum."  (Lc 10:19) 

Uma última informação sobre essa ave que tanto tem a nos ensinar: o macho dorme na parte mais alta da árvore, ficando assim mais protegido dos predadores. Enquanto estivermos debaixo da sombra do Onipotente, abrigados na Videira Verdadeira, mal nenhum poderá nos alcançar (Jo 15). Quando mais nos apegamos a Cristo, mais nos desapegamos do mundo.

Você ainda tem dúvida de que é importante para Deus? Independente da sua resposta, acho que isto vai acalmar de vez o teu coração:


" Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."  (Jo 3:16)




De volta!

A Paz do Senhor a todos!

Estou de volta após quase 3 meses de silêncio (com respeito ao blog kkk).
Peço desculpas pela ausência meus queridos. Estou de volta a todo vapor, e trago novidades: serão 1 post de texto por semana, porém também haverão posts de vídeos, notícias e imagens, esporadicamente! Em breve também teremos mais surpresas, fiquem alerta!






quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Atos 12 - Pedro livre da prisão

Após a ascensão de Cristo, começa o crescimento e expansão da igreja. O livro de Atos fala da continuação da missão dos discípulos de Jesus, narrando a descida do Espírito Santo e, em especial, destacando a trajetória de dois homens que foram peças - chave na divulgação e propagação dos ensinamentos cristãos: Pedro e Paulo.

Vamos nos ater ao primeiro, sobre o qual o  Mestre dissera: " Sobre esta pedra edificarei minha igreja". O Pedro que havia levantado a mão contra Malco e que negara a Jesus por três vezes não existia mais. O discípulo "sangue quente" agora estava cumprindo o ide com mais força e intensidade do que nunca, já que Cristo  não estava mais na Terra e o mesmo havia o aprovado "como pastor de suas ovelhas".

Em Atos 12, Pedro está preso por ordem de Herodes, rei que queria agradar os judeus maltratando os seguidores de Cristo. Tiago, irmão de João, havia sido morto pelo rei, e temia-se que o destino de Simão Pedro fosse idêntico ao de seu companheiro. 

Pedro estava sob vigilância de 16 soldados, ou seja, era segurança máxima. Herodes queria apresenta-lo depois da Páscoa. Vale ressaltar que era costume entre os judeus libertar um preso durante a Páscoa. Com isso, podemos presumir que Herodes quisesse que Pedro tivesse o mesmo destino de Jesus, apresentado também ao povo durante a Páscoa e disputando a "liberdade" com Barrabás.

Mesmo guardado na prisão e, para a maioria, sem expectativa de salvação, Pedro tinha uma arma poderosa a seu favor:  a oração da igreja por ele, que era constante. A igreja estava unida no objetivo comum de interceder pelo servo de Cristo que estava em aperto. Quando a igreja se une em um só clamor, em sintonia e harmonia, Deus HONRA SUA FÉ.

A Bíblia diz que na mesma noite em que Pedro iria ser apresentado ao povo, estava ele dormindo entre dois soldados quando lhe apareceu o anjo do Senhor.  Um fato que me impressiona: Pedro estava dormindo. Imagine, aquele homem estava prestes a ser morto, mas ele estava dormindo, repousando entre soldados. Vemos que esse é um sinal de que Pedro descansava no Senhor e sabia que tudo estava no controle dEle. 

O anjo deu ordens a Pedro. Primeiro, disse: "Levanta-te!"  É necessário estarmos em pés, a postos pra cumprir o querer do Senhor. Segunda ordem: "Cinge-te." Cingir é vestir-se, preparar-se. O que estava por vir era forte, era preciso um preparo, um cuidado. Depois, o anjo diz: " Segue-me". Toda ordem que Deus nos dá tem como objetivo o seguir Seus passos e instruções, ter Ele como referência por toda a nossa vida.

Pedro estava atônito. Fez tudo que o anjo lhe pedira, mas achava que era uma visão, algo irreal. Conosco também é assim: Deus nos dá um direção que nos parece tão improvável e acabamos por achar que não passa de um sonho. O Senhor quer nos revelar a Sua glória e nós mesmos duvidamos pela nossa visão limitada.

Depois que passaram pela primeira e segunda guarda, eles chegam ao portão de ferro que dá para a cidade. Até ali, imagino que Pedro estava confuso imaginando se seriam ou não reais aqueles momentos. Ele havia passado por todos os guardas, aquilo era impossível. Pedro não podia acreditar. Finalmente, o portão de ferro se abre, a última barreira que impedia aquele homem de ter sua liberdade. Já na rua, o anjo de Deus se aparta de Pedro e ele então cai em si: estava livre! Aí o servo de Cristo reconhece a providência do céu sobre sua vida, o que é comprovado por suas próprias palavras: "Agora sei verdadeiramente que o Senhor enviou o seu anjo, e me livrou da mão de Herodes... "  

Deus LIVRA. Deus AMPARA. Deus PROVIDENCIA. Nunca se esqueça: Deus é DEUS!




terça-feira, 22 de julho de 2014

Ezequiel 3 - a missão do atalaia

O profeta Ezequiel foi encarregado de ser boca de Deus num momento crítico da história de Israel - tempo do exílio babilônico. Ele vivia junto ao rio Quebar, situado a uma pequena distância do rio Eufrates. Historiadores afirmam que Ezequiel começa a profetizar aos 30 anos de idade, e por mais de vinte anos desempenha o papel que o Senhor lhe havia dado.

O povo de Deus vivia um estágio de apatia e até de desesperança, vivendo numa terra estranha. O Senhor já havia advertido os Seus através das duras profecias de Jeremias,e nunca havia ocultado que o jugo babilônico era resultado da desobediência de Israel. 

Pois bem, vivendo agora a realidade do cativeiro, morando à beira do rio que cortava a cidade de Babilônia, Ezequiel se vê eleito por Deus para lhe servir de atalaia. Note que Ezequiel estava num ponto estratégico da terra - o rio que cortava a cidade, e também estava no meio dos cativos - pessoas que talvez estivessem com os piores pensamentos possíveis. Nesse contexto de desespero o Senhor revela Sua glória ao homem.

Você já parou para analisar que nas horas de mais aperto, nós ficamos mais sensíveis à voz do Todo Poderoso? Quando vai tudo bem, alguns se esquecem dEle - infelizmente.

No capítulo 3 em especial, Deus ordena que Ezequiel coma um rolo, que contém tudo aquilo que o Pai quer que Seu povo ouça. Quando Ele diz:" Filho do homem, dá de comer ao teu ventre, e enche as tuas entranhas deste rolo que eu te dou", Deus nos revela que a nossa boca tem que ser a boca dEle. Como se o Senhor dissesse: "Ezequiel, você vai dizer o que Eu mandar,apenas." Recado para os profetas: é o que Deus mandou dizer, não o que VOCÊ queria que Ele dissesse ..

Talvez a imagem daquele rolo tenha impressionado ou até assustado Ezequiel. Nunca ele pensaria que Deus lhe daria um alimento como aquele. Há momentos em que não entendemos o alimento que o Senhor nos dá, o porquê daquilo que Ele nos revela. Mas assim como ocorreu com o profeta, quando ele provou daquele alimento, na sua boca pareceu-lhe doce como mel. Assim é a palavra poderosa do Pai, no início nos parece dura, difícil, além da nossa compreensão, mas o fim dela é doce, seu propósito é firme e certo.

Ezequiel tinha uma missão divina, e ia deparar com um povo de dura cerviz. Mas como Deus não tem como objetivo agradar e sim CORRIGIR QUEM AMA, Ele diz: " E lhes falarás e lhes dirás: Assim diz o Senhor DEUS, quer ouçam quer deixem de ouvir." Seja atalaia, não tendo medo de falar o que Deus te ordenar.  Seja atalaia, não buscando agradar a homens, mas ao Pai. Seja atalaia, para pregar BENÇÃO e DISCIPLINA, segundo a vontade daquele que te chamou.






quinta-feira, 10 de julho de 2014

2 Reis 6 - Geazi e a cegueira espiritual

A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a PROVA DAS COISAS QUE NÃO SE VEM. As palavras de Hebreus 11:1 nos revelam que confiar em Deus é ir além do que a visão humana pode alcançar. É acreditar naquilo que nossos olhos não enxergam. 

Pois bem, em 2 Reis 6 narra-se um episódio em que o profeta Eliseu e seu moço estavam encurralados. Ben-Hadade, rei da Síria,  havia cercado a cidade de Samaria com seu exército.  Esse rei fazia guerra a Israel, porém Deus dava livramento ao povo através de Eliseu, revelando a ele as estratégias de Ben-Hadade (2 Rs 6:9,10). 

Diz a Palavra que o exército sírio cerca a cidade durante a noite. Às escuras, às escondidas, como todo inimigo faz. Assim é o nosso adversário, vem traiçoeiramente tentar nos afligir. Na manhã seguinte,  o moço levanta muito cedo e avista os carros e cavalos cercando a cidade. Imagine o desespero daquele rapaz! Um grande e poderoso exército ao seu redor, sem possibilidade de escape. 

Quando Geazi vira para Eliseu e pergunta o que eles iriam fazer, demonstra que ele se sentia impotente diante daquela situação, e recorreu a Eliseu ansiando talvez uma solução, um conselho da parte de seu senhor. Eu imagino com que calma e tranquilidade o profeta responde ao moço:  "Não temas, porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles."

Geazi não deve ter entendido nada. Como seriam mais os que estavam com eles, já que ele só enxergava Eliseu ao seu lado e do outro lado um grande exército. Talvez o moço poderia pensar que o profeta estivesse "delirando". Geazi não compreendia que a calma de Eliseu vinha da confiança que ele tinha em seu Deus. E mais do que isso: o moço não conseguia ver, vislumbrar o agir de Deus em favor do seu servo.

Eliseu, vendo a aflição de seu moço, clama a Deus que abra os olhos de Geazi, para que ele visse. Geazi precisava ver com seus olhos espirituais, que ainda não haviam sido abertos.

No nosso cotidiano, nos deparamos com muitas pessoas (e cristãos) CEGOS. Não conseguem ver a mão de Deus em nada nem ninguém. Preferem se desesperar, preferem murmurar. Estão como Geazi, incrédulos. Precisam tirar as escamas de seus olhos, como aconteceu com Paulo. Deus quer abrir a nossa visão, para que possamos descansar nEle mesmo nas situações mais difíceis. 

Quando o moço teve sua visão espiritual aberta, ele viu o monte cheio de cavalos e carros de fogo. Ele descobriu que o Deus de Israel, a quem Eliseu servia, agia com poder pelo seu povo.  Geazi viu o sobrenatural, o impossível que Deus estava fazendo naquele momento.

Nunca se esqueça: maior é o que está conosco! Abra teus olhos da fé e contemple Deus agindo sempre por você em todos os momentos.



domingo, 22 de junho de 2014

Daniel 4 - A loucura de Nabucodonosor

A Palavra de Deus sempre nos dá provas de que Ele, sempre esteve e sempre estará no controle da história. Até em situações críticas de guerras, desigualdades, catástrofes e outros intempéries da vida terrena, o Senhor continua agindo com todo controle, poder e autoridade sobre tudo e todos.

A Babilônia teve um período áureo em sua existência, chamado de Império Neobabilônico. O início dessa hegemonia se inicia justamente com o reinado de Nabucodonosor II (612 a.C – 539 a.C, aproximadamente).  Filho de Nabopolassar, ele reconstruiu e adornou Babilônia. Os historiadores relatam que 9/10 dos tijolos das ruínas do antigo império trazem o nome de Nabucodonosor inscrito neles.

O rei teve importante papel na história do povo de Deus.  Em 598 a.C, Nabucodonosor leva cativo o rei Joaquim, de Judá, e com ele, a corte (ou podemos dizer, a “nata”) da sociedade judaica. Esse episódio é narrado no capítulo 1 de Daniel : “No ano terceiro do reinado de Jeoiaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei de babilônia, a Jerusalém, e a sitiou. E o Senhor entregou nas suas mãos a Jeoiaquim, rei de Judá, e uma parte dos utensílios da casa de Deus, e ele os levou para a terra de Sinar, para a casa do seu deus, e pôs os utensílios na casa do tesouro do seu deus.” (Dn 1:1,2)

Nessa época, quatro jovens especiais são também mandados para a terra babilônica devido à sua inteligência: Hananias, Misael, Hananias e, o que mais se destacou dentro da narrativa bíblica, Daniel. Esses jovens deveriam assistir no palácio do rei, aprendendo também o idioma dos caldeus. “E em toda a matéria de sabedoria e de discernimento, sobre o que o rei lhes perguntou, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos astrólogos que havia em todo o seu reino.”(Dn1:20)

No capítulo 4 de Daniel, diz – se que Nabucodonosor “ estava sossegado e próspero em seu palácio”, quando lhe veio um sonho que muito o espantou (Dn 4: 4,5). Ansioso por descobrir seu significado, o rei expede um decreto para que todos os sábios em seus domínios venham à sua presença lhe revelar a interpretação do sonho. Mais uma amostra da fidelidade do Deus de Judá: nenhum sábio consegue entender aquele sonho, mas quando o jovem Daniel (então chamado de “Beltessazar”, seu nome babilônico) fica diante do rei, ele faz Nabucodonosor entender seu significado.

O sonho do rei babilônico mostrava uma grande árvore, com folhagem formosa e fruto abundante. Essa árvore representava Nabucodonosor.  Mas de repente, na visão, descia um “santo, um vigia do céu” que clamava forte e ordenava que fosse derrubada a árvore, e mantido somente suas raízes, “atadas com cadeias de ferro e de bronze”. E dizia mais: ...seja molhado do orvalho do céu, e seja a sua porção com os animais na erva da terra; seja mudado o seu coração, para que não seja mais coração de homem, e lhe seja dado coração de animal; e passem sobre ele sete tempos. Esta sentença é por decreto dos vigias, e esta ordem por mandado dos santos, a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer, e até ao mais humilde dos homens constitui sobre ele.”

A sentença era contra Nabucodonosor, ou melhor, contra sua altivez, arrogância e soberba. O rei ficaria por sete tempos (ou sete anos)  insano, vivendo entre os animais. Imagine essa situação: o grande rei, que a história diz que foi chamado de “Rei dos Reis”, ficaria louco. Rei dos Reis?  Aí estava o problema: Nabucodonosor queria um título que nunca poderia ser dele.

Deus ainda teve a misericórdia e bondade de revelar a interpretação do sonho profético para o rei babilônico. Poderia este se arrepender, se humilhar diante do Todo Poderoso, como revelam as palavras de Daniel: “Portanto, ó rei, aceita o meu conselho, e põe fim aos teus pecados, praticando a justiça, e às tuas iniqüidades, usando de misericórdia com os pobres, pois, talvez se prolongue a tua tranqüilidade.”  (Dn 4:27)

Porém diz a Palavra que tudo que o rei sonhou, se cumpriu. Quantas vezes não é assim conosco? Deus nos adverte dos nossos erros, porque Ele é bom e se compadece de nós. Mas ignoramos as advertências, e preferimos sofrer as conseqüências. Crentes teimosos, não atentamos para a voz do Senhor, nosso Pai e nosso melhor e maior Conselheiro.

Após doze meses, Nabucodonosor passeava pelo palácio, e proferiu as seguintes (e insanas) palavras: “Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência? ”(Dn 4:30). O maior erro do rei foi tomar para si o que não era seu. Poder? Glória? Só pertencem Àquele que era, que É, e que há de vir! Nabucodonosor por um momento pensou que tudo aquilo que ele havia feito e conquistado na sua trajetória era fruto da sua própria força. Que tolice! Sem Deus, nada podemos fazer, absolutamente NADA se Ele não permitir.

Há aqueles que, como o rei da Babilônia, batem no peito e dizem que são. Porém só existe Um que É: "Ainda antes que houvesse dia, EU SOU; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?"  (Is 43:13) Nabucodonosor teve que passar sete tempos sem fazer uso das suas faculdades mentais para dizer: “Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, exalto e glorifico ao Rei do céu; porque todas as suas obras são verdade, e os seus caminhos juízo, e pode humilhar aos que andam na soberba.” (Dn 4:37)

Como foi dito no início desse texto, Deus sempre esteve e sempre estará no controle de tudo. Nabucodonosor cresceu e se tornou grande porque assim Ele permitiu. O profeta Jeremias, quando profetizava a respeito do cativeiro de Judá, que era a disciplina de Deus para com seu povo, várias vezes fala em nome do Senhor chamando Nabucodonosor de “Meu servo”. Veja o exemplo: “Agora eu entreguei todas estas terras na mão de Nabucodonosor, rei de babilônia, meu servo.” (Jr 27:6)


Por mais que o homem cresça, em ciência, sabedoria, independente do seu status social, ele continuará sendo barro nas mãos do Oleiro. Nunca se esqueça que a honra, a glória, o poder, o louvor e o domínio são do Senhor para todo o sempre, amém!



quinta-feira, 10 de abril de 2014

2 Crônicas 20 - A guerra ( e vitória ) de Josafá

Um dos episódios mais misteriosos e miraculosos da Bíblia ocorre durante o reinado de Josafá, de Judá. Este reinou por 25 anos, e fez o que era reto aos olhos do Senhor. Deus já havia ao rei grande livramento em Ramote - Gileade ( 2 Cr 18). 

Porém, agora Josafá se via novamente em apuros. Eis que uma grande multidão, composta por moabitas, amonitas e maonitas, vinha a Judá para fazer guerra contra o rei. Diz o versículo 3 que Josafá se prontifica a buscar a Deus. Note que ele tomou a atitude certa: foi recorrer a quem com certeza poderia lhe dar uma resposta! 

Josafá apregoa um jejum a todo o povo. Veja a vontade do rei e seu objetivo maior em saber o que Deus tinha a lhe dizer sobre aquela situação. E ele se preocupou que TODOS se unissem por uma mesma meta: ouvir a voz do Todo Poderoso. Assim é necessário estarmos nós, IGREJA DE CRISTO, conectados, unidos num só amor, numa só força para OUVIR a Deus e FAZER SUA VONTADE aqui na Terra.

Josafá ora ao Senhor diante de todo povo. E não pense que o rei de Judá já se apressa a pedir, pedir e pedir mais. Josafá mais enaltece a Deus do que pede livramento (v. 6-12). Nós precisamos aprender a ORAR!  Oração é antes de tudo uma ADORAÇÃO, não simplesmente uma LISTA DE PEDIDOS.

Todo o Judá estava atento às palavras de Josafá, e em pé, ou seja, a postos, de prontidão (v.13). Nós devemos nos dispor, estar em pé diante das dificuldades, para que Deus venha agir sobre nossa causa.

E como o Senhor jamais desampara os Seus, Ele usa Jaaziel para falar ao povo. Através dele, Deus diz que a peleja não era de Judá, mas dEle mesmo. E mais: eles não precisariam pelejar. Imagine a gratidão do rei e de todo o povo, e que mistério era esse em que o pequeno Judá não precisaria se defender de seus inimigos.

Para selar o mistério tremendo desse episódio, foi designado que os cantores fossem adiante do exército, louvando o nome do Senhor. Percebemos logo que a arma do povo de Deus foi a ADORAÇÃO. Essa arma é poderosa. Não eram necessários espadas, escudos ou qualquer recurso físico, porque afinal Judá não era páreo para aquele povo que vinha contra ele. Mas havia UM que estava com Judá que era e é MAIOR QUE TUDO.

A Bíblia diz que enquanto o povo louvava, Deus armou emboscada contra os inimigos. Eles mataram uns aos outros, e Judá foi vitorioso (v.22, 23). Quando Deus quer dar vitória, não há quem impeça. Não importa se os recursos são escassos. O Senhor é especialista nas causas IMPOSSÍVEIS. Do possível NÓS damos conta.

A lição principal aqui é reconhecer que DEUS está no controle de tudo e de todos. Não importa o tamanho do seu problema, Ele é maior. Recorra a Ele, e você verá a providência infalível do Senhor sobre a sua vida.




quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Neemias 13.4-9 - O intruso

O livro de Neemias tem como ponto principal a iniciativa do então copeiro do rei Artaxerxes em reconstruir os muros de sua cidade, Jerusalém. Nesse tempo, Judá estava cativo em Babilônia, por permissão do Senhor. Ao saber do estado deplorável em que se encontrava a sua terra, Neemias não se detém à sua situação cômoda, e alcança benevolência da parte de Artaxerxes para a grande empreitada de reconstrução dos muros.

Centralizemos o capítulo 13 e os versos destacados no título desta mensagem. O verso 4 revela que Eliasibe, sacerdote da casa do Senhor, havia se aparentado com um amonita por nome de Tobias, e o instalara justamente numa câmara grande, nos pátios do templo. (v.7) Uma atitude totalmente reprovável, já à primeira vista. Como uma pessoa poderia habitar dentro da Casa do Senhor, ainda mais se não pertencesse ao povo de Israel e nem exercia funções sacerdotais ali?

Nota-se que esse mesmo Tobias havia se incomodado com a reconstrução dos muros, e era adversário de Neemias. (Ne 4:3; 6:1,12) Agora, esse mesmo homem estava ali, abrigado dentro da Casa de Deus, a quem tanto afrontara. Era uma situação totalmente contraditória: como o sacerdote Eliasibe pôde preferir agradar a um amigo seu, fazendo-lhe uma moradia dentro de um lugar santo, a desagradar ao Todo Poderoso, dando abrigo a um inimigo de Deus?

Assim é na nossa vida. Colocamos o inimigo dentro das nossas casas, ao fazer a vontade da carne ao invés da de Deus. Tobias não se instalou ali sozinho. Eliasibe foi a "porta de entrada", a "brecha". O sacerdote talvez se sentiu na obrigação de ajuda-lo, mas foi tolo: pôs um intruso num lugar privilegiado, onde eram depositadas as ofertas e dízimos (v.5).

Cuidado. Não profane o Templo do Senhor. Não deixe o pecado manchar aquilo que é santo. A nossa vida é Templo do Espírito, mas quantas vezes o intruso quer se apoderar do que temos de mais valioso, nossa comunhão com Deus? Assim como o sacerdote Eliasibe, acabamos a agradar mais ao homem do que a Deus? 

Faça como Neemias fez. Ao saber do mal que Eliasibe havia feito, ele expulsa Tobias e manda purificar as câmaras (v.9). Expulse da sua vida e do seu coração tudo aquilo que desagrada ao Senhor e impede uma intimidade maior com o teu Criador. Não troque a tua comunhão com Ele por nada. Peça para Deus te limpar, que o sangue de Jesus te purifique de todo pecado. Amém!




quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Saul e Davi: os dois primeiros reis de Israel

O povo de Deus vivia sob um regime teocrático, cuja liderança e poder estavam tão somente em Yavé. Porém, chega um momento em que o profeta Samuel, sendo já velho, constitui a seus filhos Joel e Abias como juízes em Israel. Estes, não permanecendo fiéis e retos em seu ministério, dão a deixa para que o povo peça um rei.

Samuel consulta a Deus, que atende o clamor de Israel. Ele revela ao profeta a figura do benjamita Saul, filho de Quis, homem de bens (I Sm 9:1). Saul era de belíssima aparência, tinha todo um perfil de monarca: "... e tão belo que entre os filhos de Israel não havia outro homem mais belo do que ele; desde os ombros para cima sobressaía a todo o povo." (v.2).

Saul logo é ungido rei de Israel, e tudo indicava que o moço teria um reinado promissor. Entretanto, o jovem rei entra por um caminho de desobediência perante Deus. Em I Sm 13:8 narra-se que Saul se precipitou ao oferecer holocausto ao Senhor, sendo que essa ação só cabia ao sacerdote. Não bastasse esse erro, Saul também não faz a vontade de Deus acerca dos amalequitas, logo é rejeitado como rei (leia I Sm 15).

Podemos então nos perguntar - e agora? Israel ficaria sem rei? A resposta é simples: Deus promete, Deus cumpre. Havia um jovem em Belém, pastoreando ovelhas, por nome de Davi. O Senhor manda que Samuel vá de encontro à Jessé, pai daquele jovem e de mais sete filhos. O  notável é que os "sete" estavam em casa quando o profeta chegou, menos Davi. Deus poderia ter mandado Samuel direto para o lugar onde o moço estaria.

Porém os planos de Deus confundem os nossos, e são PERFEITOS. Os irmãos de Davi, provavelmente homens viris, cheios de "pompa", por um pequeno instante enganaram o olhar humano e falho do velho profeta. Mas Deus, que vê o coração, já havia escolhido a Davi, o que estava apascentando ovelhas, só lembrado no último - e oportuno - momento.

Jessé manda chamar o seu filho caçula. Samuel diz que ninguém sentaria à mesa até que ele chegasse. Podemos imaginar a surpresa do profeta ao se deparar com aquele menino e Deus a lhe dizer: É este quem Eu escolhi. E que maior surpresa não teve o pai e os irmãos do jovem Davi, pois jamais pensariam que o pastor iria se tornar rei.  Seus irmãos talvez dissessem consigo: Se nós não somos os escolhidos, muito menos Davi, que é um simples e jovem pastor. Mas ali, no meio deles, Davi é ungido (v.13). Deus honrou Seu escolhido dentro de sua casa. Isso nos remete ao Salmo 23:5, em que se lê: "Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda."

Saul e Davi eram pessoa de aparências distintas. Porém, mais essencial que a aparência, estava a retidão perante Deus. Saul era um jovem abastado, cuja beleza era invejável. Davi era um pastor, cujo perfil não se adequava ao de um rei. A diferença essencial é que ele era segundo o coração de Deus. Por isso, Deus o exaltou.

O foco aqui não é a riqueza de Saul e a simplicidade de Davi. O ponto principal é a obediência e perseverança em fazer a vontade do Todo Poderoso. Saul foi ungido, honrado por Deus, mas não valorizou o que Ele havia lhe entregado. Desobedeceu e prosseguiu em andar errante, sendo rejeitado pelo Senhor. Não adianta ser ungido: tem que andar retamente na presença do Pai. Saul jamais poderia se gabar por ser rei, nem considerar-se superior pelo seu título. Deus não poupa a ninguém da disciplina. Se Saul não é fiel, Deus sempre prepara um Davi para fazer Sua vontade.


O plano de Deus não vai jamais ser frustrado por aqueles que neglicenciam o Seu chamado. O Senhor provê, o Senhor prepara servos com coração sincero e compromisso com Sua palavra. Aleluia!