sábado, 27 de dezembro de 2014

Isaías 8:14 - Pedra de Tropeço ou Pedra Angular?


Jesus, pedra de tropeço. À primeira vista, é uma classificação ou um título negativo para o Salvador do mundo. Porém quando analisamos a Palavra, passamos a entender o porquê dessa expressão, citada tantas vezes nas Escrituras e utilizada justamente no Antigo Testamento pelo chamado "profeta messiânico", Isaías.

No seu capítulo 8 e verso 14, o filho de Amoz faz um paralelo sobre como  o Senhor se revelaria aos obedientes e aos rebeldes. Para os primeiros, Ele seria santuário. Santuário significa a parte secreta do templo ou edifício consagrado à cerimônia de determinada religião. Resume-se como "morada de Deus", "lugar de Sua habitação". Para aqueles que creem e obedecem ao Pai, este lhes revela a Sua presença. Já para os desobedientes, Deus é pedra de tropeço, ou seja, laço, queda, armadilha, pois aqueles que vão contra a Sua vontade não prevalecem, mas caem.

O mesmo profeta irá dizer em Isaías 28:16: " Portanto assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada; aquele que crer não se apresse." Jesus é a Pedra de esquina, a chamada Pedra Angular. A chamada pedra fundamental é posta na esquina de um edifício, formando um ângulo reto entre duas paredes. Esta pedra define a colocação das demais e alinha toda a construção. Também é a pedra colocada em cima de um arco com a função de balancear as forças que atuam sobre ele. A pedra mantém o equilíbrio das forças.  Quer título mais adequado para Cristo? Ele é a base de tudo, o Cabeça da igreja. É por causa dEle que estamos em pé.

Na epístola de Paulo aos Romanos, em seu capítulo 9 e a partir do verso 30, o apóstolo começa a discorrer a respeito da rejeição de Israel, pelo seu apego à lei e a não aceitação de Jesus. Sim, pois sabemos que os judeus não reconheceram a Cristo como o Messias. Por isso Paulo diz que Israel tropeçou na pedra de tropeço, pois não creram no Salvador. (Rm 9:32).

Em I Pedro 2: 5-8, o apóstolo Pedro diz: " Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.

Por isso também na Escritura se contém: 'Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa;e quem nela crer não será confundido.' E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes,a pedra que os edificadores reprovaram,essa foi a principal da esquina, E uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados."   Jesus é o alicerce da Igreja, em quem ela está edificada. Apesar de ter sido rejeitado pelos Seus, Ele foi eleito como Principal por Deus, e por Ele glorificado.


Voltando um pouco ao Antigo Testamento, Deus é chamado em várias ocasiões de Rocha. (Veja exemplos em II Samuel 22: 47, Salmos 71:3 e Isaías 44:8). Rocha traz a ideia de firmeza, dureza, sustentação. É nessa Rocha Eterna que precisamos dia após dia nos embasar, nos firmar. Jesus é a nossa Pedra Fundamental, também a Rocha que nos mantém seguros contra as aflições desta vida terrena. Só nEle existe força suficiente para evitar nossa queda.

Jesus é pedra de tropeço somente para os que não obedecem ou vão contra à Palavra. Quem não crê tropeça e cai, e se escandaliza nEle pois não compreende ou confia em Seu agir. Mas Ele é a Pedra Angular daqueles que O servem e creem nEle acima de todas as circunstâncias. NEle, a igreja está firmada, alicerçada. Nada prevalecerá contra a Igreja, nem mesmo as portas do inferno! Você está alicerçado nesta Pedra? Se está, acredite que nada poderá lhe derrubar!





terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Marcos 6 - Jesus de Nazaré, rejeitado em Nazaré

Marcos 6:1-6 fala do retorno de Jesus à sua terra, onde havia passado pelo menos 28 anos de sua vida: Nazaré. Finalmente o Mestre estava "em casa", para pregar o Evangelho e anunciar o Reino de Deus aos seus conhecidos, àqueles que haviam convivido com Ele tanto tempo. À primeira vista, nos parece que seria uma tarefa nada penosa para Cristo, muito pelo contrário. Entretanto, a recepção dos nazarenos não foi tão calorosa assim.

Diz a Palavra que, chegando à cidade num sábado, Jesus começa a ensinar nas sinagogas. Esse primeiro fato já indica que Cristo "quebra as regras", pois naquele tempo havia rigor no cumprimento de "guardar o sábado".  O "dia do descanso" havia sido restaurado centenas de anos antes, na época da província persa de Judá, pelo seu governador Neemias.

Jesus, na sua maneira de falar, com toda sua sabedoria e domínio das Escrituras, causou enorme espanto ou admiração entre os seus vizinhos e velhos conhecidos. Esses estavam atônitos (v.2). Mas, ao invés de se sentirem satisfeitos ou orgulhosos , eles se escandalizaram. "Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele." (v.3) As pessoas não acreditavam, aceitavam ou davam crédito àquele que era, para eles, um carpinteiro, seu conterrâneo.

Quando os habitantes de Nazaré, que conheciam Jesus desde pequeno, bem como toda sua família, começam a citar os parentes de Jesus, é como se dissessem:  - Ele é uma pessoa normal, que vive entre nós. Nosso velho conhecido. Como pode estar agora ensinando em sinagogas? Pregando?" Muitas pessoas agem assim quando Deus começa a trabalhar na vida de alguém. Se apegam tanto ao passado , ao que estavam acostumados a ver, que acabam não aceitando ou não confiando na nova forma de ser ou de viver daquele alguém. Jesus estava passando por esse julgamento.

Não bastasse ter sido desprezado em Gadara (ou em algumas outras versões, lê-se Gerasa - Mc 5:15-20), Jesus agora sofria rejeição por aqueles que mais deveriam o apoiar ou incentivar. Isso é o que se pensa ou se espera dos conhecidos, parentes e amigos. A Galileia ( território onde se localizava Nazaré) também era desdenhada pelos habitantes da Judeia, e os nazarenos em especial, pois eram diferentes em suas maneiras e na forma de falar. Você ve o contexto em que o Filho e Deus estava inserido? De total perseguição.  Sua própria família parecia fazer restrição ao trabalhar de Jesus. ( leia Mc 3:20,21; Mc 3:31-35; Jo 7:1-9).

Visto a dificuldade que encontrara em sua própria terra, onde num primeiro momento deveria estar mais "à vontade", o Mestre disse: "Não há profeta sem honra senão na sua pátria, entre os seus parentes, e na sua casa". (v.4) Você certamente já passou por situações em que, quem mais deveria lhe apoiar, é o primeiro a lhe virar as costas? Pois então, Jesus também passou por isso. Diz a Palavra que a incredulidade ali era tamanha, que o Senhor não pôde fazer nenhum milagre. E Ele se admirou disso. Percebe-se logo que é a incredulidade que impede o homem de ver a glória de Deus e as Suas maravilhas.

Jesus encontrou enorme resistência dentro da sua própria casa. Lá, Ele era simplesmente "o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão ..." (v.3). Isso nos alerta que nem sempre encontraremos apoiadores, cooperadores, colaboradores. Teremos também que lidar com  a oposição. Podemos associar com que o profeta Miqueias escreveu no capítulo 7 de seu livro, em que ele diz: "... os inimigos do homem são os da sua própria casa." (Mq 7:6b). Jesus Cristo também cita as mesmas palavras em Mateus 10:35. Miqueias falava sobre como era difícil confiar nos próprios parentes visto a corrupção que reinava entre o povo de Deus. Hoje em dia não é diferente: devemos vigiar! (Mq 7:5)

A Bíblia está recheada de casos em que há divergências no meio da parentela.Um exemplo que cabe citar aqui é o da família de Moisés, representada por Miriã e Arão, que criticaram o profeta por este haver tomado uma mulher etíope (Nm 12). Na verdade, a mulher foi apenas um artifício, um pretexto usado para contestar o ministério de Moisés, pois seus irmãos diziam: "Será que o Senhor tem falado apenas por meio de Moisés?..."(Nm 12:2a)

Independente de todas as adversidades, não se perturbe, muito menos pague o mal com o mal. Saiba que enquanto você estiver no centro da vontade de Deus, você também estará na mira de Satanás. Por isso, não dê ouvidos àquilo que vem para lhe desmotivar no seu serviço diante do Senhor. Se quem você achou que iria lhe apoiar não o faz, ORE! Deus tem o poder de mudar o coração. E antes de tudo, AME o seu próximo. Amor ágape, que abrange a todos, inclusive àqueles que não lhe dão retorno, "que não lhe amam de volta". Quem disse que seria fácil? "Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou."(Rm 8:37)





quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Juízes 6 - A prudência de Gideão e o chamado de Deus

Israel foi entregue aos midianitas por sete anos por permissão de Deus.  Por terem pecado contra o Senhor e praticado a idolatria, agora o povo vivia à mercê de um povo que não permitia o crescimento e o desenvolvimento de Israel. Toda vez que o povo semeava, vinha os midianitas e amalequitas contra ele. (v.3)

Neste contexto de estagnação e de pobreza, Deus atenta para um homem já com o propósito de livrar a Israel. Gideão, filho de Joás, o abiezrita. Diz a Bíblia que o anjo do Senhor fala com Gideão num momento muito peculiar, que já nos revela uma lição: ele estava malhando trigo no lagar. Gideão não estava parado, acomodado: ele estava trabalhando, "com a mão na massa".

Deus JAMAIS terá parte com os preguiçosos. Ele está de olho em quem dá o primeiro passo, em quem toma ATITUDE. A Palavra nos diz que Gideão estava malhando o trigo para o salvar dos midianitas (v.11).  Característica essencial de um servo de Deus: PRUDÊNCIA. Gideão se preocupava em salvar o alimento que serviria não somente para ele, mas para seu povo. Outra característica importante que vemos: PREOCUPAÇÃO com o próximo!

Como Ele chamou a atenção do Todo Poderoso! Veja que o anjo do Senhor o chama de "homem valoroso". Mas mesmo com tão boas qualidades, Gideão proferiu palavras que mostraram certa desesperança: "Ai, Senhor meu, se o Senhor é conosco, por que tudo isto nos sobreveio? E que é feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egito? Porém agora o Senhor nos desamparou, e nos deu nas mãos dos midianitas." (v.13)

Mesmo triste pela situação que Israel estava vivendo, Gideão recebe a ordem de Deus: "Vai nesta tua força, e livrarás a Israel das mãos dos midianitas; porventura não te enviei eu?"  Deus estava dizendo para seu servo que não interessava se ele se sentia desamparado, Gideão deveria fazer a vontade de Deus, aquele que o havia enviado! Não importa se o quadro da nossa vida é triste , ou se as nossas forças são poucas: Deus nos manda IR mesmo com as nossas limitações, pois afinal é Ele quem completa a obra. O Senhor se responsabiliza pelo sucesso da nossa empreitada!

Gideão, ainda receoso, começa a olhar para sua pequenez, pois era da meia tribo de Manassés, da família mais pobre da tribo, e em sua casa dizia ser o menor. Porém o Senhor não atenta para nosso nome, família ou classe social: Ele havia se agradado de Gideão e iria usa-lo! Se o Senhor achar graça em nós, não interessa mais nada, basta obedecermos e confiarmos nEle e seremos bem - sucedidos.

O Senhor diz a Gideão: "Porquanto eu hei de ser contigo, tu ferirás aos midianitas como se fossem um só homem." (v.16). Aí está a característica que faz toda a diferença: Deus era com Gideão, por causa disso ele iria vencer! Por isso tudo iria dar certo. Gideão recebeu a garantia de que iria vencer os midianitas! Se Deus é por nós, quem será contra nós?  (Rm 8:31). 

Por isso chame a atenção do SENHOR assim como Gideão chamou: tenha atitude, seja prudente para que o inimigo não tire proveito do que é seu! Foi isso que Gideão fez ao defender aquela plantação ao malhar aquele trigo. Preocupe-se com o próximo pois aquele alimento não serviria somente para o filho de Joás, mas para mais pessoas necessitadas. ATITUDE! Deus quer um povo que tenha ATITUDE!