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Oseias 13.5 - A necessidade de viver o deserto

Quando se fala em deserto, logo pensamos em seca, em escassez, em privação. Mas poucos reconhecem o deserto como algo desejável, um momento pelo qual todos nós devemos passar. O profeta Oseias tem uma trajetória peculiar. Ele profetizava acerca da destruição e posterior restauração do Reino do Norte (Israel).  O homem de Deus toma por mulher a Gômer, uma prostituta. Essa união ordenada por Deus simbolizava a relação de infidelidade entre Israel para com seu Deus, ao se render à idolatria. Oseias profetizou nos dias do rei Jeroboão II, de Israel. Nessa época, a prosperidade do reino certamente mantinha o povo tranquilo, sob a farsa da estabilidade. Mas os olhos do Senhor estavam sobre eles, prestes a enviar-lhes a paga pelas suas transgressões. Israel se prostituía com deuses estranhos. Nos nossos dias, vemos que muitos cristãos, ao dar vez à carne, acabam por se prostituir com o mundo: dão as costas para a vontade de Deus, deixando-se enredar pelo pecado. Mas os olhos ...

2 Crônicas 18 - Micaías e os profetas VENDIDOS

O reino de Israel estava totalmente pervertido. A onda de idolatria fora intensificada pela união do rei Acabe com Jezabel, filha de Etbaal. Apesar das advertências do profeta Elias, Acabe permanecia em seu caminho rumo à perdição. O episódio que trataremos diz respeito ao desejo do rei de Israel de retomar as terras de Ramote-Gileade, então ocupadas pelos sírios. Josafá, rei de Judá, é convidado por Acabe para juntos pelejarem contra a Síria. O rei de Judá era bondoso e estava aliado ao rei de Israel por laços de casamento (o filho de Josafá casara com a filha de Acabe). Mas Josafá foi direto: "... Peço-te que busques primeiro o conselho do Senhor" (v.4) Aí percebemos que o rei de Judá tinha temor a Deus. Seu reinado foi marcado pelo combate à idolatria.  O segredo de Josafá é este : a consulta a Deus, a busca pela direção do Senhor nas suas tomadas de atitudes. Quantas vezes "quebramos a cabeça" por fazer algo à nossa maneira, segundo as nossas vont...

1 Samuel 15 - A desobediência de Saul e a rejeição da parte de Deus

A obediência a Deus é a chave da vitória, do êxito. Saul sentiu isso na pele ao querer fazer sua vontade em contraposição à do Senhor. Como resultado, o até então rei de Israel perde sua coroa e começa a viver em declínio constante, até sua morte. Saul fora ungido pelo profeta Samuel por ordem de Deus. Afinal, o povo de Israel pedia insistentemente um rei. O Senhor atende o pedido, e os israelitas começam a viver o período monárquico. Em um determinado momento, Deus dá uma ordenança à Saul, para que ele destrua os amalequitas. Amaleque se fez inimigo de Israel quando este subia do Egito. O Senhor é claro quando diz ao rei de Israel:  "... fere a Amaleque; e destrói totalmente a tudo que tiver..." (v.3) Saul arma emboscada contra os amalequitas, e prevalece contra eles. PORÉM, o rei mantém vivo Agague, rei de Amaleque e, não sendo o bastante, também conserva o melhor das ovelhas, vacas, cordeiros e tudo o que havia de melhor em Amaleque. Tão somente as coisas vis ...

2 Samuel 6 - Mical e sua visão deturpada

A Bíblia nos conta a respeito de uma grande conquista do povo de Israel, quando era governado por Davi. A Arca da Aliança, símbolo da presença de Deus, estava retornando para sua terra depois de muito tempo nas mãos de inimigos. A Arca era um objeto sagrado: não podia ser tocada, tão somente carregada por meio de suas varas. Uzá, filho do sacerdote Abinadabe, havia sido fulminado ao tentar segurá-la. Mas finalmente a Arca do Senhor estava de volta à Jerusalém. Imagine só a felicidade dos israelitas, em especial a do rei! A "presença de Deus" foi recebida com gritos de alegria e som de trombeta. Davi dançava perante o Senhor, com toda sua força (v.14). Davi, em toda sua alegria, dançando e sacrificando ao Senhor, jamais pensaria que havia alguém o observando com olhar de censura. A sua esposa Mical, filha de Saul, olhava da janela e desprezava a atitude de seu rei. Já se pode presumir aí o porquê da insatisfação de Mical: ela não achava aquela atitude "digna de um...

Isaías 39 - O inimigo bate à porta

Formar vínculos de amizade é algo bom e agradável. Mas há que tomar cuidado com aqueles que, aparentemente "inofensivos", vêm bater na nossa porta. Essa precaução transcende a vida social. No âmbito espiritual, nós cristãos precisamos estar atentos aos INVASORES, cujo objetivo principal é desestruturar a nossa casa. O rei Ezequias de Judá era um homem temente a Deus, que andava retamente diante do Senhor. Ele já havia vivido um grande livramento de morte, pois Deus lhe acrescentara 15 anos de vida. Também, no reinado do filho de Acaz, o reino de Judá se viu livre da dominação assíria, pois Deus destruíra o exército de Senaqueribe. Agora, o rei gozava dias de paz prometidos e garantidos pelo Senhor. Mas eis que Ezequias recebe uma "ilustre" visita. O rei da Babilônia, Merodaque- Baladã, envia uma comitiva ao encontro do rei de Judá com cartas e um presente, porque havia ouvido que ele estivera doente. Um ato aparentemente normal, e até louvável. Ezequias...

Marcos 11 - A figueira seca

A nossa vida pode ser comparada a uma árvore. A planta , por sua vez, pode ser frutífera ou não. Ou até mesmo dar frutos bons ou ruins. Na passagem em questão, Jesus estava saindo de Betânia juntamente com seus discípulos. Com fome, possivelmente pela fadiga da jornada, o Mestre avista uma figueira cheia de folhas. Eu imagino o lado humano de Cristo ávido por saborear o fruto daquela árvore, frondosa e tão bonita em aparência. Apesar de também ser Deus, onisciente, ele foi averiguar se haviam mesmo figos ali. E eis a decepção: Jesus não encontrou nada, senão folhas. A figueira bela e verdejante estava SECA. Quantas vezes nós nos deixamos levar pela aparência, por aquilo que aos nossos olhos parece agradável. E no final descobrimos o vazio, a ausência de fruto. Isso acontece com pessoas que conhecemos e aparentam ser boas, amáveis, sensíveis, mas na realidade não o são. Irmãos nossos que podem representar a figura de ovelhas, mas são verdadeiros lobos. Que indignação Cristo...

Isaías 36 - Senaqueribe, um rei envaidecido

Isaías 36, assim como 2 Reis 18 ou 2 Crônicas 32  contam um incrível episódio na história de Judá. Ezequias estava no trono, e ele, ao contrário de seu pai, Acaz, andava retamente nos caminhos do Senhor. Mas seu reino era objeto de cobiça diante do império em destaque da época - a temida Assíria.  É aí que entramos na história de Senaqueribe. Um líder que, acostumado a muitas vitórias, já havia conquistado muitos territórios por onde seu exército havia passado. E ele tinha a convicção de que no caso do pequeno reino de Judá não seria diferente. Cheio de soberba, Senaqueribe manda seu subordinado Rabsaqué afrontar o rei Ezequias e todo o povo de Deus.  O maior erro do rei assírio foi comparar os deuses das nações conquistadas por ele ao Santo de Israel. E por estar obstinado a tocar na "menina dos olhos de Deus", Senaqueribe assina sua sentença de morte. Pela ótica humana, Judá não teria nenhuma chance contra o poderoso e temido exército da Assíria. Mas, que...